Carlos Augusto Strazzer era um dos rostos mais marcantes e presentes da televisão dos anos 1970 e 1980. Ator de novelas de sucesso como “O direito de nascer”, “Mandala” e “Que rei sou eu?”, ele saiu de cena há 33 anos, vítima da Aids.
A partida de Strazzer foi lembrada por sua filha, a pediatra Ana Paula Strazzer, com uma postagem no Instagram carregada de emoção e saudade.
“Nas últimas semanas não tenho conseguido entrar no Instagram como deveria, mas hoje a data é importante e preciso deixar registrada. Seu colo faz falta, o carinho, a preocupação, o amor. Sua religiosidade levo comigo e seus ensinamentos também! Às vezes me pego pensando como seria sua valsa na festa de 15 anos da Mari (neta) ou o seu discurso no aniversário de 100 anos da sua mãe . E depois lembro que a barreira que nos separa é imaginária, que seu amor segue vivo e que você estará pra sempre no brilho dos meus olhos e no pulsar do meu coração!”, escreveu ela, relembrando uma foto ao lado da pai, quando visitou os estúdios da Globo, em 1984, na companhia também de seus outros dois irmãos, Luciano e Fábio.
Carlos Augusto Strazzer morreu aos 47 anos, em 1993. Na época, o que era muito raro, o ator admitiu publicamente ser portador do vírus HIV.
Em entrevista em O Globo, de 18 de maio de 1992, Strazzer falou sobre sua saúde e preferia não citar o nome da doença.
“Como uma pessoa chamada José de quem a gente não gosta, então, chamamos de ‘aquele fulano’. Imuno-deficiência é o nome certo. O HIV é voraz… Parece que as células são azuis, muito bonitinhas, mas eu preferia que elas fossem embora”, disse o ator, que também compartilhou o preconceito do qual foi alvo e o carinho recebido dos filhos:
“Quando eu aparecia em público, muita gente me olhava como se eu fosse um fantasma. Até pessoas a quem eu amava muito. Era constrangedor, porque elas pareciam se sentir culpadas; como se quisessem me matar logo. Mas eu já passei da fase de ressentimentos. Toda doença crônica é assim: há pessoas que se afastam e outras que se tornam definitivas, como meus três filhos, que foram absolutamente solidários”.
Do Extra.Globo

