Ação reuniu pacientes, familiares e profissionais em momentos de acolhimento, homenagens e fortalecimento dos vínculos afetivos
Programação do Hospital Ophir Loyola reuniu atividades como a exposição de mural temático e apresentação musicalFoto: Divulgação
O cuidado também se expressa em gestos de afeto e acolhimento. Com esse propósito, o Hospital Ophir Loyola promoveu, nesta semana, uma programação especial em homenagem às mães pacientes atendidas pelo Centro de Cuidados Paliativos Oncológicos (CCPO-HOL), no bairro do Jurunas, em Belém. A iniciativa integra as ações de humanização desenvolvidas pela instituição, envolvendo pacientes, familiares e equipe multiprofissional.
Com o tema “Mãe: amor que permanece”, a atividade buscou fortalecer práticas de cuidado humanizado no contexto da internação hospitalar, especialmente junto a pacientes em cuidados paliativos e seus familiares, que vivenciam situações de vulnerabilidade física, emocional, social e espiritual.
Equipe multiprofissional do Centro de Cuidados Paliativos Oncológicos, organizadora do evento pelo Dia das MãesFoto: Divulgação
A programação reuniu atividades voltadas ao acolhimento, integração e valorização de vínculos afetivos, promovendo momentos de escuta, convivência e resgate de experiências socioculturais. Entre as ações realizadas, a exposição de mural temático, apresentação musical, entrega de lanches, rosas e cartões personalizados, em uma iniciativa integrada entre pacientes, acompanhantes e profissionais da unidade.
Referência em cuidados paliativos no Norte
De acordo com a coordenadora do CCPO-HOL, doutora Daia Hausseler, o projeto reafirma o compromisso da instituição com um cuidado integral e centrado nas relações humanas, contribuindo para o bem-estar emocional, social, físico e espiritual dos envolvidos.
Mães receberam cartões, rosas, lanchinhos e muito carinhoFoto: Divulgação
“Nosso objetivo é proporcionar acolhimento e qualidade de vida aos pacientes e seus familiares, valorizando não apenas o cuidado clínico, mas também os aspectos emocionais, sociais e espirituais que fazem parte desse processo. A humanização é um dos pilares do trabalho desenvolvido no CCPO”, destacou.
O CCPO é o primeiro centro especializado em cuidados paliativos oncológicos da região Norte. A unidade conta com 30 leitos, incluindo suporte de terapia semi-intensiva, além de estrutura voltada ao conforto, acolhimento e segurança dos pacientes e familiares.
O centro oferece assistência ambulatorial, hospitalar e atendimento domiciliar, garantindo acompanhamento contínuo a pacientes que necessitam permanecer em casa. Entre os serviços disponibilizados estão controle de sintomas, renovação de receitas, avaliação de lesões e suporte psicológico.
Atendimento humanizado e formação profissional
A atuação do CCPO é realizada por uma equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas e assistentes sociais, que trabalham de forma integrada para atender às necessidades físicas, emocionais, sociais e espirituais dos pacientes. A proposta é oferecer um cuidado individualizado, humanizado e voltado à promoção da qualidade de vida.
Paciente do Hospital Ophir Loyola, Vera Lúcia no evento de dia das mães “Mãe: amor que permanece”Foto: Divulgação
Além da assistência, o centro também desempenha papel importante na formação de novos profissionais de saúde, funcionando como campo de ensino para a Residência Multiprofissional em Oncologia – Cuidados Paliativos. O espaço ainda contribui para pesquisas e desenvolvimento de práticas assistenciais voltadas ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e à ampliação do acesso aos cuidados paliativos especializados.
Homenagens e emoção entre pacientes
As homenagens alusivas ao Dia das Mães começaram ainda na semana passada, quando o hospital realizou uma missa celebrada pelo padre Cláudio Pighin, dedicada às mães pacientes e servidoras da instituição. Além disso, a diretoria do hospital promoveu a entrega de cerca de 300 mimos às mães em tratamento e acompanhantes.
Vera Lúcia e uma sobrinha posando no painel feito para valorizar os laços afetivos familiaresFoto: Divulgação
Entre as participantes da programação, dona Vera Lúcia, de 52 anos, destacou a emoção de participar da ação. “Esse é um dos momentos mais importantes pra mim”, afirmou.
Mãe e casada há 48 anos com Leonélis Ferreira Melo, Vera também deixou uma reflexão sobre o significado do amor materno e a importância da valorização das mães no cotidiano.
“Quero deixar um recado para todos os filhos: que não deixem de amar somente em um dia como hoje ou em um momento difícil de despedida. Que todos os dias as pessoas possam amar sua mãe, zelar por ela, cuidar, abraçar, porque não é fácil as noites e os dias que uma mãe enfrenta para criar, cuidar e colocar seus filhos no caminho certo”, disse dona Vera, de 52 anos.
