Vem aí! Antigo ‘Largo da Sé’ recebe exibição inédita de videomapping, nos dias 29 e 30 de maio; confira os detalhes

Após exibições no Maranhão, a 1ª Mostra de Imagem em Movimento – MAPA chega a Belém (PA), transformando a cartografia da Estrada de Ferro Carajás em um manifesto de arte, cultura, música e história

As memórias ferroviárias do sul do Pará ganham vida nos próximos dias 29 e 30 de maio, com a exibição da 1ª ‘Mostra de Imagem em Movimento’ – MAPA, na Praça Frei Caetano Brandão, em Belém. A exibição gratuita convida o público a se reconhecer nas histórias e na cultura, em uma programação completa de arte, música e audiovisual no bairro da Cidade Velha, a partir das 19h.

Projetando imagens, animações e vídeos em edifícios históricos, como um cinema a céu aberto, a programação encanta crianças, jovens e adultos através das imagens em movimento. Utilizando a técnica do videomapping, a praça pública vai dar lugar aos trilhos do trem, reinventados sob leituras diversas de cinco artistas paraenses.

“No MAPA, a contemporaneidade e a ancestralidade se misturam, enraizada nas memórias individuais e coletivas das comunidades ferroviárias ao longo da Estrada de Ferro Carajás”, conta o coordenador-geral e curador do projeto, João Pacca.

Movimentando o antigo ‘Largo da Sé’, o Centro Histórico de Belém será palco de fotografias, pinturas digitais, colagens e videoartes, sob uma perspectiva inédita. Na programação, dez películas audiovisuais devem ser apresentados para centenas de pessoas, levando um verdadeiro espetáculo de arte contemporânea gratuita.

Para redesenhar o MAPA das memórias ferroviárias, o projeto selecionou artistas do eixo Pará, com Bárbara Savannah, Ícaro Matos, Juruna, Leonardo Venturieri e Rafa Cardozo à frente do circuito de exibições. Colorindo o território belenense através da identidade, tradições populares e retratos regionais, o MAPA conduz o público pelas comunidades e experiências a bordo do trem – na cartografia poética da Estrada de Ferro Carajás (EFC).

“Olha, eu posso arriscar dizer que a memória é o meu trabalho (…), ela está em todo o processo, ela está do ponto de partida até o final. Então, é graças a ela que meu trabalho existe. Meu trabalho é estar nesse lugar de valorizar as memórias que existem tanto na minha vida pessoal quanto na vida coletiva. Eu gosto da ideia de preservar algumas coisas que me atravessaram e que atravessaram outras pessoas, a fim de tornar esse trabalho um espaço de escuta dessa memória”, afirma Rafa Cardozo.

Ao lado de Rafa, que apresenta o tema central das memórias ferroviárias na obra Tudo é correnteza (2025), outras quatro películas serão projetadas, em primeira mão, na Praça Frei Caetano Brandão. São elas: Um Horizonte em Movimento, de Bárbara Savannah; Travessia, de Ícaro Matos; Todo trajeto, também é um rio, de Juruna e ‘Alvorada e Fuga’, de Leonardo Venturieri.

“Eu venho de uma cidade do interior, na Ilha do Marajó, Curralinho, e a minha família também vem de outra cidade dentro do Marajó, de Breves. Minha mãe é de lá, meu pai também morou lá. Mas, como a gente já vem de uma realidade de estar nesse trânsito, de sair do interior pra morar em Belém ou morar em outra cidade, essa questão do deslocamento com os barcos faz com que eu entenda que o meu trabalho vem todo dessa paisagem que se apresenta durante o percurso”, destaca a artista Bárbara Savannah.

Somando à programação, a equipe do MAPA chega junto aos cinco artistas do eixo Maranhão, com Acaique à frente da videoarte ‘Uma Casinha no Trilho’; Dinho Araújo, com a ‘História da Terra’; Inke em ‘Frágil Dureza’; Ramusyo Brasil em ‘Temp(l)o do Rosa Fixado’; e Silvana Mendes em ‘Sol de Meio Dia’.

Concretizando a etapa do ‘Festival MAPA’ nas cidades, o projeto que incorporou 892 quilômetros de memórias, histórias, passageiros e estações comunitárias, através de pesquisas, mapeamentos, chamamento de artistas, oficinas de criação e acompanhamento técnico das obras; chega agora para ocupar a fachada de prédios históricos com imagens em movimento.

Avançando para a próxima etapa, o MAPA chega à Praça Frei Caetano Brandão, na Cidade Velha, em Belém (PA), após o último ciclo de apresentações no Maranhão, ocupando o Centro Histórico com arte e preservação da memória. A celebração pública das obras se estende até culminar em Brasília, onde o acervo ganhará uma edição especial, em formato de galeria, na Casa da Cultura da América Latina (CAL), entre os dias 9 e 31 de julho.

Uma realização da OPACCA Produção de Imagem, com apoio da Vale, por meio de Recursos para Preservação da Memória Ferroviária (RPMF), sob regulação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A 1ª edição do MAPA – Mostra de Imagem em Movimento tem pesquisa curatorial de Déia Matos e Eduardo Berardinelli, Koba e Sylvia Morgado como assistentes de curadoria e João Pacca como coordenador geral do projeto. A mostra também recebe a expertise de Rapha Dutra, coordenadora de Comunicação; Breno BL, produtor técnico; o time de Fernanda Junqueira, Laís Braga e Joelle Mesquita como produtoras executivas; Jasmine Giovannini, produtora executiva local; Adriele Martins com redação; e Rafael Casales e João Moura no design.

Da Agência Criativos/Fotos: Divulgação