Apuração envolve depósitos de recursos públicos no Ueno Bank, ligações do presidente Santiago Peña com empresas do grupo financeiro e suspeitas de enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro
O Ministério Público do Paraguai abriu uma investigação criminal contra o presidente Santiago Peña para apurar suspeitas de irregularidades envolvendo recursos públicos depositados no banco Ueno e sua relação com empresas ligadas ao grupo financeiro.
O MP paraguaio designou três procuradores para conduzir as investigações. São eles Elena Fiore Franco, Silvia González Vöster e Christian Manuel Cáceres, da unidade especializada em crimes econômicos e corrupção, de acordo com o jornal local “Hoy”. A equipe ficará sob a coordenação da procuradora-adjunta Nancy Salomón Marín,.
A investigação foi aberta após parlamentares da oposição apresentarem uma denúncia contra Peña e iniciarem o processo de impeachment contra ele.
A abertura da investigação não significa que Peña tenha sido formalmente acusado ou que os crimes tenham sido comprovados. O Ministério Público ainda precisa apurar os fatos e verificar se existem provas para apresentar uma acusação criminal.
Entre os pontos levantados, estão:
- Possíveis divergências nas declarações de patrimônio do presidente entre 2017 e 2023
- A participação de Peña em empresas ligadas ao banco Ueno
- Aumento de bens incompatíveis com o corgo
Os parlamentares pediram que o Ministério Público investigue ainda integrantes do conselho do Banco Central do Paraguai e autoridades de órgãos públicos que mantinham dinheiro depositado no Ueno Bank.
Entre as instituições citadas estão o Instituto de Previdência Social (IPS), as hidrelétricas de Itaipu e Yacyretá, a estatal de energia ANDE e o Ministério da Economia e Finanças. Também são mencionados o Fundo Bancário e a CAJUBI, entidade de previdência dos funcionários de Itaipu.
A denúncia aponta suspeitas de enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e administração fraudulenta. Os parlamentares também pedem que sejam investigadas possíveis falhas de fiscalização e a participação de autoridades públicas nas operações envolvendo o banco.
O Ministério Público deve verificar se os responsáveis pelos depósitos de dinheiro público foram enganados por balanços financeiros supostamente falsificados ou se agiram em acordo com dirigentes da instituição. A denúncia também solicita uma auditoria dos recursos públicos aplicados no banco, diz o “Hoy.
Do G1
