Ricardo Gluck Paul defende autonomia das ligas municipais e busca novos investimentos para o futebol paraense

Encontro na sede da Confederação Brasileira de Futebol reuniu o presidente Samir Xaud, o vice-presidente e e presidente da FPF, Ricardo Gluck Paul, além de João Salvador, diretor de competições municipais da entidade paraense. Eles defendem a autonomia das ligas municipais e buscam atrair investimentos privados para as competições do interior.

O fortalecimento do futebol comunitário paraense e a ampliação de oportunidades para as ligas municipais foram os principais objetivos de uma reunião realizada na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), com a participação do presidente da entidade, Samir Xaud, e do dirigente João Salvador, representante de um projeto construído em parceria com a Federação Paraense de Futebol (FPF).

A iniciativa foi apresentada pessoalmente por João Salvador ao presidente da CBF e pretende abrir novos caminhos para o desenvolvimento do futebol nas comunidades paraenses, especialmente nos municípios do interior, onde ligas e clubes desempenham papel importante na organização de competições e na integração social.

O encontro foi destacado pelo presidente da FPF e vice-presidente da CBF, Ricardo Gluck Paul, que considerou a reunião um momento significativo para o reconhecimento do futebol comunitário do Pará. Segundo ele, a presença de um presidente de liga municipal na sede da principal entidade do futebol brasileiro representa também os dirigentes, clubes e milhares de pessoas que mantêm a modalidade ativa em diferentes regiões do Estado.

AUTONOMIA DAS LIGAS

Ricardo Gluck Paul defende que as ligas municipais tenham maior autonomia administrativa e financeira, sem depender exclusivamente de apoio político ou de recursos provenientes das prefeituras. Para o dirigente, é necessário criar condições para que essas organizações desenvolvam projetos próprios e conquistem investimentos que garantam sustentabilidade às suas atividades.

Na avaliação do presidente da FPF, as ligas representam uma importante rede de alcance social, com capacidade de mobilizar comunidades e estabelecer parcerias com empresas interessadas em apoiar iniciativas esportivas e sociais na Amazônia.

Como exemplo, ele lembrou experiências anteriores em que empresas privadas, entre elas Google e Equatorial, investiram em competições municipais e intermunicipais organizadas no Pará.

Essas parcerias, segundo Gluck Paul, demonstraram que o futebol comunitário pode ultrapassar os limites das disputas esportivas, tornando-se também uma ferramenta de inclusão, integração e desenvolvimento social.

INVESTIMENTOS PRIVADOS

A proposta defendida pelo dirigente é ampliar a participação da iniciativa privada no financiamento de projetos esportivos, aproveitando o potencial das ligas municipais para alcançar comunidades que muitas vezes não dispõem de estrutura adequada ou apoio permanente.

A intenção é construir um modelo em que os dirigentes tenham condições de desenvolver suas atividades com independência, planejamento e recursos próprios, sem precisar recorrer continuamente a favores ou compromissos políticos.

Ricardo Gluck Paul também ressaltou que, durante sua gestão à frente da FPF e no exercício da vice-presidência da CBF, pretende continuar trabalhando para aproximar as ligas municipais das oportunidades oferecidas pelas entidades esportivas e pelo setor empresarial.

A apresentação do projeto na sede da CBF representa, nesse contexto, uma tentativa de ampliar o espaço do futebol comunitário paraense nas discussões nacionais sobre desenvolvimento esportivo, valorização das entidades locais e fortalecimento do futebol no interior.

Do PASSAPORTE