O Tesouro IPCA+ 2032 voltou a oferecer uma remuneração próxima de 8% ao ano acima da inflação na última quarta-feira (28), em meio à disparada dos juros exigidos pelos investidores para financiar a dívida pública brasileira.
A taxa do título subiu de IPCA + 7,78% para IPCA + 7,97% ao ano. No mesmo período, o Tesouro Prefixado 2032 passou de 15,06% para 15,27% ao ano, enquanto o Prefixado 2037, com juros semestrais, alcançou 15,08%.
Outros títulos corrigidos pela inflação também apresentaram taxas elevadas. O Tesouro IPCA+ 2040 oferecia IPCA + 7,57%, enquanto o vencimento de 2050 pagava IPCA + 7,18%.
O movimento reflete o aumento das preocupações do mercado com a trajetória das contas públicas e da dívida brasileira. Investidores aguardam definições sobre a política fiscal e a composição da equipe econômica do próximo mandato presidencial.
Para quem pretende fazer novas aplicações, as taxas mais altas representam a possibilidade de contratar uma remuneração maior. Entretanto, há um ponto importante: a elevação dos juros provoca desvalorização dos títulos prefixados e atrelados à inflação que já estão nas carteiras.
Isso acontece por causa da marcação a mercado. Quem precisar vender esses papéis antes do vencimento poderá receber menos do que investiu, dependendo das condições de negociação.
Já quem mantiver os títulos até o vencimento terá direito à remuneração contratada no momento da compra, observadas as condições do investimento e a tributação aplicável.
De O Boletim Nacional
