A paralisação dos rodoviários da empresa Monte Cristo, que ganhou força nesta semana em Belém, segue sem solução até esta quinta-feira (23), mantendo o cenário de incerteza para milhares de usuários do transporte público na capital paraense.
O movimento, que já vinha sendo registrado desde o início da semana, teve um dos momentos mais críticos ontem (22), quando trabalhadores realizaram protestos e chegaram a bloquear a avenida Almirante Barroso, um dos principais corredores viários da cidade. A interdição provocou congestionamentos e impactou diretamente a rotina de quem depende do transporte coletivo.
Sem acordo e sem previsão de normalização
Até o momento, não há confirmação oficial de acordo entre os rodoviários e a empresa. A categoria segue mobilizada, e a paralisação não foi formalmente encerrada.
Os trabalhadores reivindicam o pagamento de salários atrasados — que já ultrapassariam três meses — além de benefícios como vale-alimentação e direitos trabalhistas pendentes. A falta de resolução mantém o impasse e impede a retomada plena das operações.
Linhas afetadas e prejuízo à população
A paralisação atinge diretamente diversas linhas operadas pela Monte Cristo, prejudicando o deslocamento de passageiros em diferentes bairros de Belém.
Entre os principais impactos registrados estão:
- longas esperas nas paradas
- superlotação em ônibus de outras empresas
- dificuldades para chegar ao trabalho e compromissos
A situação tem gerado reclamações de usuários, que enfrentam transtornos diários sem uma previsão clara de normalização do serviço.
Histórico de crise
A crise envolvendo a empresa não é recente. Ao longo de 2026, os rodoviários já realizaram outras paralisações motivadas por atrasos salariais e descumprimento de obrigações trabalhistas. Em ocasiões anteriores, os impasses só foram resolvidos após intervenções e negociações mais amplas.
Cenário atual
Com a continuidade da mobilização e a ausência de um acordo divulgado até agora, o transporte público em Belém segue operando de forma instável nas linhas atendidas pela empresa.
A expectativa é de que novas negociações ocorram nas próximas horas, mas, até lá, passageiros devem continuar enfrentando dificuldades para se deslocar pela cidade.
Da Redação do Jornal PASSAPORTE/Foto ilustrativa com o sufoco vivido pelo usuário com menos ônibus nas ruas
