Soure terá de melhorar a qualidade do matadouro, recomenda o MP

Em outras cidades do arquipélago do Marajó, carne apresentada ao consumidor tem origem e qualidade duvidosas

O Ministério Público do Pará recomendou que a Prefeitura de Soure, no Marajó, assine um Termo de Cooperação Técnica (TCT), com o objetivo de adequar o Matadouro Público do município aos padrões sanitários, de higiene, transporte e comercialização de toda a carne consumida pela população.

A decisão foi tomada na reunião de ontem, terça-feira, 21, entre as promotoras dos núcleos  de defesa animal e do consumidor, Maria José de Carvalho e Erica Almeida, respectivamente, além do promotor de justiça de Soure, André Cavalcante, representantes do MP, na presença do vice-prefeito de Soure, Tobias Gonçalves, do secretário municipal de meio-ambiente, Rubens Amorim, além de assessores jurídicos e técnicos  da Prefeitura de Soure, onde ocorreu o evento.

O escalpelamento de um búfalo adquirido de forma irregular por um grupo de influencers, na semana passada,  viralizou na internet provocando forte indignação de vários setores e foi a gota d’água para que o MP interferisse na questão, recomendando melhorias urgentes no abate de  animais para o consumo humano.

A prefeitura de Soure mantém o funcionamento do matadouro que comercializa a carne a preços módicos sem a finalidade de lucro, por isso o alimento sai mais em conta para a população. As carnes mais nobres, como filé e a picanha, são  comercializadas pela metade do preço praticado na capital.

Os representantes do MP indicaram que as prefeituras de Salvaterra e Cachoeira do Arari, municípios vizinhos, que não possuem matadouros legalizados, assinem também o Termo de Cooperação Técnica, fazendo  investimentos na modernização do Matadouro de Soure, e passem a comercializar carne com atestado sanitário, coibindo o abate ilegal e garantindo a qualidade do produto consumido.

Texto e foto: Pedro Medina