Presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto — Foto: Beto Barata/PL/Divulgação
Segundo investigação enviada ao STF, Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, organizava o fluxo das indicações e manipulava documentos para ocultar a participação do ex-deputado, que não exerce mandato parlamentar.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou o bloqueio de bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, até o valor de R$ 119,2 milhões.
O pedido partiu da Polícia Federal. A suspeita é de que Valdemar, que não tem mandato, controlava a indicação de emendas parlamentares dentro da Câmara dos Deputados, com a ajuda de três servidores da Casa.
A base da investigação são diálogos encontrados no celular de uma ex-servidora da Câmara. Neles, de acordo com a PF, o presidente do PL aparece decidindo valores, escolhendo municípios e trocando destinos de emendas.
“Marquei com o Valdemar amanhã 10:30”, escreve um assessor em uma das mensagens. “Acho que ele vai jogar no turismo os 24. Pode ser?”
Por Redação g1 — São Paulo
