CBF reunirá presidentes de federações estaduais e vice-presidentes da entidade nesta terça-feira (14)
Rafael Ribeiro / CBF
Encontro com presidentes das federações estaduais e vice-presidentes da entidade abordará avanços estruturantes do primeiro semestre e o planejamento para os ciclos das Copas do Mundo de 2027 e 2030
A CBF realizará na terça-feira (14), às 14h, uma reunião institucional com os presidentes das federações estaduais e os vice-presidentes da própria entidade. Passada a Copa do Mundo Masculina, que fechou o ciclo do primeiro ano de gestão, o foco da entidade agora está em seu segundo ciclo, que tem como principal projeto a realização da Copa do Mundo Feminina, que acontecerá no Brasil, em 2027.
O encontro vai debater os projetos em desenvolvimento para o futebol brasileiro, entre eles a preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027 e o início do ciclo de trabalho para a Copa do Mundo de 2030.
A reunião também servirá como um balanço das ações estruturantes propostas no primeiro semestre de 2026. Entre os avanços, estão medidas há muito tempo aguardadas no futebol nacional, como a reforma do calendário, a criação do Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF), as mudanças e investimentos na arbitragem e o Grupo de Trabalho da Base, mecanismo fundamental para pensar um futuro vencedor para o futebol brasileiro.
Presidente da CBF, Samir Xaud, afirma que, entre outros projetos, a entidade se dedicará a um grande trabalho na Copa do Mundo Feminina, em 2027Créditos: Rafael Ribeiro / CBF
“Nestes primeiros meses de gestão, demos início a mudanças estruturantes que o futebol brasileiro aguardava há muitos anos. Agora é o momento de consolidar esse trabalho, ouvir quem vive o dia a dia do futebol e construir, junto com clubes e federações, um projeto coletivo capaz de fortalecer o nosso esporte em todas as regiões do país. E com a Copa do Mundo Feminina temos oportunidade de deixar um legado histórico para o futebol brasileiro”, afirmou o presidente da CBF, Samir Xaud.
Para os personagens que compõem o ecossistema do futebol brasileiro, um dos principais avanços da atual gestão está justamente na descentralização das decisões e na ampliação da participação de clubes e federações na construção das políticas da entidade.
Presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Luciano Hocsman destaca que a atual gestão colocou em pauta temas estruturantes para o futuro do esporte e defende a continuidade desse processo de modernização.
Luciano Hocsman durante inauguração do Centro de Desenvolvimento em Rondônia. Projeto, legado da Copa de 2014, estava parado e foi retomado pela gestão atualCréditos: Staff Images/CBF
“Desde o primeiro dia de trabalho da atual gestão, a CBF vem avançando em temas que já deveriam ter recebido atenção há muito tempo, como a modernização do calendário, o Sistema de Sustentabilidade Financeira e a profissionalização da arbitragem. Agora é importante dar sequência a esse trabalho. Destaco especialmente o Grupo de Trabalho da Base, que está fazendo um diagnóstico do futebol de formação no Brasil para orientar o desenvolvimento das próximas gerações, e a construção de uma liga única, em parceria com os clubes. São iniciativas fundamentais para fortalecer o futebol brasileiro e permitir que a nossa liga alcance o protagonismo que o país tem potencial para conquistar”, afirmou Hocsman.
Para o presidente da Federação Sergipana de Futebol, Milton Dantas, o momento atual da relação entre CBF, federações e clubes é inédito.
“A nossa avaliação, enquanto presidentes de federações, é que a CBF cumpre uma pauta positiva desde a chegada do presidente Samir Xaud e sua diretoria, e o reconhecimento dos clubes e das federações é uma prova disso, além da própria mobilização da torcida em prol da Seleção, como há muito tempo não se via”, disse Dantas.
Presidente da Federação Sergipana de Futebol, Milton Dantas, destaca que a CBF tem demosntrado apoio inédito a clubes e federaçõesCréditos: Rafael Ribeiro/CBF
Ex-presidente do Confiança, Dantas ressalta o quanto a CBF tem apoiado o crescimento e a manutenção dos clubes brasileiros, seja com a ampliação do calendário das equipes da base da pirâmide, garantindo maior longevidade às agremiações e melhores condições de trabalho para profissionais de diversas áreas, seja assumindo custos logísticos das competições organizadas pela entidade.
“Venho da realidade dos clubes e sei da importância que a CBF dá aos clubes hoje, sejam pequenos, médios ou grandes. Antigamente o olhar da entidade ficava apenas nos clubes de maior porte. Hoje, mesmo os que disputam a Série D contam com cotas e despesas pagas, assim como acontece nas outras divisões. A Série B, em seu momento mais difícil, quando os clubes demonstraram o prejuízo que tiveram com os contratos negociados por ligas, recebeu um apoio da CBF com um aporte extra de R$ 50 milhões. Hoje a CBF é irmanada com os clubes”, concluiu Dantas.
