“Menção Honrosa” ocorreu na 11° Edição do Festival Pan-Amazônico e é a primeira vez que uma escola da rede municipal leva premiação por produção de curta-metragem contando a história da unidade
“Menção Honrosa” ocorreu na 11° Edição do Festival Pan-Amazônico e é a primeira vez que uma escola da rede municipal leva premiação por produção de curta-metragem contando a história da unidade
A Escola Bosque recebeu, nesta quarta-feira (06), o prêmio de menção honrosa pelo documentário “Escola Bosque – 30 anos”, dirigido e produzido pelos próprios alunos da instituição. O curta-metragem, inscrito na categoria Curta Escolas, teve a temática escolhida pelos estudantes como forma de homenagear a história e as vivências de quem constrói diariamente a educação na unidade escolar.
O Festival Curta Escolas faz parte da programação do Festival Pan-Amazônico de Cinema, viabilizado por meio da Lei Rouanet, do Ministério da Cultura do Governo Federal, além do patrocínio da Petrobras. A iniciativa também promove oficinas de formação audiovisual para os estudantes participantes.
A mostra “Rios das Memórias”, reúne produções construídas a partir das vivências dos próprios alunos. Segundo a articuladora local e coordenadora do Ecomuseu, Renata Aguiar, o envolvimento dos estudantes com o cinema vai além da produção artística, tornando-se também uma importante ferramenta pedagógica de expressão, aprendizagem e pertencimento.
“Eles decidiram retratar essas três décadas de mudanças, desde a fundação até os processos de desenvolvimento da instituição, mostrando como a escola ajudou a construir a própria história da ilha de Caratateua. Enquanto eu me dividia entre as oficinas e a coordenação das obras do Ecomuseu, deixei os alunos um pouco mais livres no processo criativo”, explicou Renata.
Ainda de acordo com a coordenadora, o principal objetivo do projeto é incentivar o uso consciente e crítico das ferramentas audiovisuais e digitais pelos jovens.
“O objetivo é contribuir com a formação desses estudantes para que eles utilizem o audiovisual e os conteúdos digitais de maneira consciente, com pensamento crítico sobre aquilo que consomem e produzem”, destacou.
O Festival Pan-Amazônico de Cinema – Amazônia FiDOC é um evento anual dedicado à valorização e à circulação da produção audiovisual dos nove países que compõem a Pan-Amazônia. O festival funciona como um importante espaço de debates, reflexões e democratização do acesso ao cinema, promovendo produções dos gêneros ficção e documentário em diferentes formatos.
Além da prática audiovisual, os alunos também participaram de formações teóricas, aprendendo sobre roteiro, produção, gravação e edição, fortalecendo o uso das ferramentas de comunicação digital dentro do ambiente escolar.
Segundo Zienh Castro, fundadora e diretora-geral do projeto, a iniciativa busca ampliar o acesso de jovens da rede pública ao universo do cinema e da produção audiovisual.
“Uma das ações é justamente o Curta Escolas, com oficinas de formação voltadas para estudantes da rede pública. A cada edição buscamos escolas parceiras, instituições que trabalham com juventude e coletivos juvenis. O formato varia de ano para ano, assim como as metodologias aplicadas, sempre de acordo com a proposta da edição que será realizada”, afirmou.
A Escola Bosque foi a única unidade da rede municipal selecionada entre as quatro escolas do território paraense participantes da mostra de cinema, evidenciando o potencial criativo e cultural dos jovens da ilha de Caratateua, em Outeiro.
Para Victoria Souza, aluna do 9º ano e participante da produção do documentário, a experiência foi marcante e reforçou o interesse em continuar produzindo audiovisual.
“A sensação de ter participado é muito boa. Eu me diverti muito durante as filmagens e todo o processo de gravação. Saber que a gente ganhou a premiação me deixa muito feliz, porque nos esforçamos bastante e dedicamos nosso tempo a isso. Quero, sim, participar dos próximos projetos que tiverem na Escola Bosque”, comentou a estudante.
Da Agência Belém

