Ao determinar a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF), mais conhecido como Papudinha, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou um recado. O magistrado afirmou que o local não é “uma colônia de férias”.
Em decisão desta quinta-feira (15), Moraes liberou a mudança do local em que o ex-presidente cumpre 27 anos e três meses de prisão pelo crime de tentativa de golpe de Estado. A sala em que Bolsonaro ficará tem 54 metros quadrados, com geladeira, equipamentos de ginástica e outras medidas. O ex-presidente ainda terá direito a atendimento médico constante.
– Ressalte-se, entretanto, que essas condições absolutamente excepcionais e privilegiadas não transformam o cumprimento definitivo da pena de JAIR MESSIAS BOLSONARO, condenado pela liderança da organização criminosa na execução dos gravíssimos crimes praticados contra o Estado Democrático de Direito e suas instituições, em uma estadia hoteleira ou em uma colônia de férias – disse Moraes.
Preso na Superintendência desde novembro do ano passado, o líder da direita brasileira vinha reclamando das condições da cela, principalmente pelo barulho do ar-condicionado que o impedia de dormir. A PF chegou a lhe entregar um tampão de ouvido para abafar o ruído e, dias depois, concordou em desligar o equipamento no período da noite.
As reclamações de Bolsonaro foram mencionadas por Moraes em sua decisão.
– Como erroneamente parecem exigir várias das manifestações anteriormente descritas, ao comparar a Sala de Estado Maior a um “cativeiro”, ao apresentar reclamações sobre o “tamanho das dependências”, o “banho de sol”, o “ar-condicionado” e o “horário de visitas”, ao se desconfiar da “origem da comida” fornecida pela Polícia Federal e ao exigir a troca da “televisão por uma SMART TV”, para, inclusive, “ter acesso ao YOUTUBE” – apontou.
O ministro do Supremo lembrou ainda que Bolsonaro cumpre sua pena com condições melhores dos que as enfrentadas pela maior parte dos presos do país, já que elas enfrentam locais “marcados por superlotação, precariedade estrutural e restrição severa de direitos básicos”.
Confira o vídeo:
https://www.instagram.com/reel/DTi89TaFFpS/?igsh=dDNlcHd6Nm1obm9n
Do Pleno.News
