A escalada militar entre Israel, Estados Unidos e Irã ganhou novos capítulos nesta semana. Em coletiva ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz, nesta terça-feira (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as forças americanas realizaram “um bom ataque” contra novas lideranças iranianas e exaltou o poderio militar do país.
Segundo Trump, os Estados Unidos possuem forças armadas “número 1, de longe” e um Exército “que ninguém tem igual”, reforçando o tom de confiança após a ofensiva coordenada com Israel.
Ataque à assembleia que escolhe o líder supremo
Na manhã desta terça-feira, Israel realizou um ataque, com coordenação dos Estados Unidos, contra a assembleia responsável por escolher o líder supremo do Irã. O colegiado é composto por 88 aiatolás e tem a atribuição de definir a autoridade máxima da República Islâmica.
Ainda não há confirmação oficial sobre possíveis mortes entre os religiosos que participavam da reunião. O governo iraniano classificou a ação como uma agressão grave e prometeu resposta.
Cerca de 40 militares iranianos eliminados
Além da ofensiva contra a assembleia, Israel divulgou nesta segunda-feira (2) um vídeo mostrando um ataque contra militares iranianos que tentavam ativar um sistema de defesa antimísseis.
De acordo com informações militares, aproximadamente 40 soldados iranianos foram eliminados durante a ação. O objetivo, segundo os relatos, era impedir a ativação das defesas aéreas do país persa em meio à operação em curso.
As imagens divulgadas mostram o momento da ofensiva e evidenciam o aumento da intensidade dos confrontos, que vêm ocorrendo desde o fim de semana. Israel e Irã têm trocado ataques diretos, ampliando significativamente o nível de tensão na região.
Estratégia para neutralizar resposta iraniana
Conforme fontes militares, a neutralização do sistema de defesa fazia parte de uma estratégia mais ampla para reduzir a capacidade de reação do Irã diante das investidas conjuntas entre Washington e Tel Aviv.
Analistas internacionais avaliam que esse tipo de operação — voltada à desativação de sistemas defensivos — indica planejamento para ações mais profundas e coordenadas, elevando o risco de expansão do conflito.
Alerta internacional
A intensificação dos confrontos preocupa a comunidade internacional. A presença do chanceler alemão Friedrich Merz na coletiva em Washington demonstra que o tema já domina a agenda diplomática europeia.
O temor é que o conflito ultrapasse as fronteiras dos dois países e envolva outros atores regionais, transformando a crise em uma guerra de maiores proporções no Oriente Médio.
Confira os vídeos:
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Da Redação do Jornal PASSAPORTE com agências internacionais e redes sociais
