FIIs são investimento para 10 anos, dizem gestores; veja os setores favoritos (Imagem: MicroStockHub/iStock)
Quem investe em fundos imobiliários (FIIs) não deveria tomar decisões com base em oscilações de semanas ou meses, mas sim com um horizonte de pelo menos 10 anos.
Esse foi o principal recado de Rodrigo Abbud, gestor da Pátria Investimentos, e Pedro Carraz, head de real estate da XP Asset, durante a Expert XP 2026, evento realizado sexta-feira (24), em São Paulo.
Segundo os executivos, a volatilidade provocada pelo cenário macroeconômico faz parte da classe de ativos e não altera os fundamentos do mercado imobiliário, que seguem sólidos.
“O fundo imobiliário é para o longo prazo. É um investimento defensivo. O FII subir 5% ou cair 5% não deveria ser um problema”, afirmou Carraz.
Para ele, o investidor que se incomoda com oscilações imediatas provavelmente entrou na indústria com “expectativas equivocadas”.
“O cotista que está preocupado com volatilidade comprou errado. Se alguém tivesse a possibilidade de comprar um shopping diretamente, não ficaria olhando o preço [do imóvel] todos os dias. Quem investe em FIIs deveria pensar em um horizonte de, no mínimo, 10 anos.”
O “remédio” para o juro alto
Abbud, por sua vez, lembrou que os fundos imobiliários de tijolo, que são aqueles que investem diretamente em imóveis físicos, continuam sendo os mais afetados pelos juros elevados.
“O FII de tijolo é muito afetado pela taxa alta. Em 2025, houve uma correção da distorção de preços, pois, em 2024, o mercado [de FIIs] havia caído demais. Só que, em 2026, já corrigiu tudo de volta”, afirmou ele.
De fato, o IFIX, principal índice de fundos imobiliários da B3, encerrou o ano passado com uma valorização expressiva de 21,11%. Já neste ano, apresenta ganho de apenas 0,76%.
O gestor explicou que tem adotado, como um dos “remédios” para o cenário atual, a tentativa de aumentar a escala dos veículos que administra.
