A filha de Alberto Fujimori assumirá o cargo no dia 28, como sucessora do interino José María Balcázar
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) parabenizou, ontem (3), a presidente eleita do Peru, Keiko Fujimori, após a confirmação oficial do resultado do segundo turno das eleições no país andino. A manifestação ocorreu por meio de mensagem pública, na qual o chefe de Estado brasileiro destacou a importância da cooperação entre as nações sul-americanas.
Keiko Fujimori foi declarada vencedora pelo órgão eleitoral peruano após uma disputa extremamente acirrada contra o candidato de esquerda Roberto Sánchez. A conservadora obteve cerca de 50,13% dos votos, contra 49,86% do adversário, uma diferença de menos de 50 mil votos em um universo de milhões de eleitores.
Na mensagem, Lula desejou êxito à presidente eleita e ressaltou a disposição do Brasil em trabalhar conjuntamente em uma agenda bilateral voltada ao desenvolvimento. O presidente brasileiro também enfatizou a necessidade de fortalecimento da democracia e da integração regional.
A vitória de Fujimori encerra um processo eleitoral marcado por tensão política, questionamentos e uma apuração prolongada, reflexo da forte polarização no país. O resultado oficial foi proclamado semanas após o pleito, realizado em 7 de junho, devido à revisão de votos contestados.
Ao se pronunciar após a confirmação do resultado, Keiko afirmou que o Peru inicia uma “nova etapa”, baseada em diálogo e responsabilidade, sinalizando a tentativa de unir um país dividido politicamente.
A presidente eleita assumirá o cargo no dia 28 de julho, em um cenário desafiador, marcado por instabilidade política nos últimos anos e pela necessidade de reconstrução institucional. Analistas apontam que o novo governo terá como principais desafios a retomada da confiança política e o enfrentamento de problemas como segurança pública e crescimento econômico.
O gesto de Lula é visto como parte da tradição diplomática brasileira de reconhecimento e diálogo com governos eleitos na região, independentemente de diferenças ideológicas, reforçando o papel do Brasil na articulação política sul-americana.
Da Agência Ronabar com informações de Carta Capital
