O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou que o Congresso Nacional deve avançar, já na próxima semana, na votação da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil. A informação, destacada em reportagens recentes da imprensa nacional, reforça a expectativa de que o tema entre na fase decisiva após semanas de articulação política.
Segundo Motta, a intenção é concluir a análise do texto na comissão especial e levar a proposta diretamente ao plenário da Câmara. Para isso, o presidente da Casa deve se reunir com o relator da matéria, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), ainda nesta semana, com o objetivo de fechar os últimos ajustes e definir o cronograma final de votação.
A proposta em discussão altera o atual modelo de jornada predominante no país — em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos com apenas um de descanso — e abre caminho para formatos com maior equilíbrio entre trabalho e folga, como a escala 5×2. A mudança é defendida por centrais sindicais e parte do governo, que argumentam que a medida pode melhorar a qualidade de vida e até a produtividade dos trabalhadores.
Por outro lado, o projeto enfrenta resistência de setores empresariais, que temem aumento de custos operacionais e impactos na geração de empregos. O debate tem sido intenso dentro e fora do Congresso, com pressões de ambos os lados para influenciar o texto final.
Nos bastidores, a articulação liderada por Motta busca acelerar a tramitação da proposta ainda neste mês, com a possibilidade de votação em plenário já na próxima semana, caso haja consenso mínimo entre as lideranças partidárias.
Se aprovado na Câmara, o texto ainda precisará passar pelo Senado antes de entrar em vigor, por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que exige quórum qualificado em duas votações em cada Casa legislativa.
A possível votação marca um momento decisivo para uma das principais pautas trabalhistas em discussão no país em 2026, com impactos diretos sobre milhões de trabalhadores brasileiros.
Da Redação do Jornal PASSAPORTE com informações de Carta Capital
