Congresso se movimenta para entender mudanças na PF enquanto ministro do STF orienta que investigadores decidam sobre oitiva do filho de Lula; apuração é do analista de Política da CNN Caio Junqueira
André Mendonça, relator do caso das fraudes no INSS no STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que cabe à Polícia Federal avaliar a necessidade de ouvir Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A posição foi adotada após a defesa de Lulinha buscar diretamente o ministro para tratar de uma eventual oitiva. Paralelamente, o Congresso Nacional se movimenta para obter esclarecimentos sobre as mudanças promovidas pela Polícia Federal na condução das investigações. A oposição apresentou requerimento para convocar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, a prestar esclarecimentos na Câmara dos Deputados. A apuração é do analista de Política da CNN Caio Junqueira.
Defesa de Lulinha tentou contato direto com Mendonça
Em janeiro deste ano, a Polícia Federal solicitou a quebra de sigilo de Lulinha para investigar se ele seria beneficiário de uma suposta mesada de R$ 300 mil mensais paga por Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”. Desde então, a defesa de Lulinha passou a intermediar pedidos diretamente com André Mendonça para que o filho do presidente fosse ouvido.
A resposta de Mendonça, contudo, foi clara: não caberia ao ministro do STF determinar a oitiva de Lulinha, mas sim aos investigadores da Polícia Federal avaliar essa necessidade. Segundo informações apuradas por Caio Junqueira, houve uma avaliação no entorno de Mendonça de que a defesa tentou, de alguma maneira, usar um possível encontro com o ministro para, ao menos aparentemente, beneficiar a imagem de Lulinha no episódio.
