Medida pretende controlar a população invasora que ameaça o ecossistema local
A medida ocorre após anos de tentativas de conter o crescimento da espécie por meio de métodos como esterilização e transferências para santuários internacionais, que se mostraram caros e ineficazes.
De acordo com a CNN Internacional, os animais vivem livremente na região do Rio Magdalena e são descendentes de apenas quatro espécimes importados ilegalmente por Escobar na década de 1980.
Especialistas alertam que a população atual já ultrapassa 200 indivíduos e pode atingir a marca de 1.000 até o ano de 2035 caso não haja uma intervenção direta.
A CNN Internacional destacou que os hipopótamos já foram avistados em áreas localizadas a mais de 96,5 quilômetros de distância da Fazenda Nápoles, a antiga propriedade do líder do cartel.
O custo estimado para a exportação de 70 desses animais para países como Índia e México seria de aproximadamente US$ 3,5 milhões (cerca de R$ 17 milhões, na cotação atual).
O novo plano governamental anunciado terá um orçamento de 7,2 bilhões de pesos colombianos (cerca de R$ 9,9 milhões, na cotação atual) e incluirá a eutanásia de animais em situações específicas.
“Temos que tomar essa ação para preservar nossos ecossistemas”, afirmou Irene Vélez durante coletiva de imprensa.
Ela explicou que a Colômbia é o único lugar fora da África com uma população de hipopótamos em estado selvagem, o que gera um grave desequilíbrio ambiental.
A AP reportou que, embora o plano seja controverso, cientistas consideram o abate necessário para evitar um desastre à biodiversidade.
A decisão marca uma nova etapa na gestão da herança biológica deixada pelo Cartel de Medellín.
A CNN Internacional continuará acompanhando o desenrolar das operações de manejo ambiental no território colombiano.
Do Portal R7
