Mais 220 mil pessoas no Pará terão internet de alta qualidade e melhor sinal de celular

INICIATIVA DO GOVERNO DO BRASIL VAI AMPLIAR A COBERTURA DO SERVIÇO MÓVEL EM 186 LOCALIDADES DE 86 CIDADES NÃO ASSISTIDAS, INCLUINDO RODOVIAS DO ESTADO, COM PREVISÃO DE IMPLEMENTAÇÃO A PARTIR DE ABRIL

Com ações estratégicas de inclusão digital, o Ministério das Comunicações e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), levarão internet de melhor sinal de celular para 186 localidades de 86 municípios do Pará. Ao todo, cerca de 220 mil pessoas serão beneficiadas.

As melhorias fazem parte das metas do edital de licitação da faixa de 700 MHz, lançado em fevereiro deste ano para ampliar a cobertura móvel, com tecnologia 5G em diversas regiões do país. O leilão, previsto para abril, priorizará a expansão do serviço em áreas rurais e remotas.

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, explicou que a medida vem para reduzir desigualdades no acesso das pessoas à internet. “Esse leilão é essencial para levar sinal de celular e conectividade a lugares com falhas de cobertura. Todos os brasileiros precisam ter acesso à comunicação, aos serviços digitais e às oportunidades que a internet oferece”, disse.

Além disso, está prevista a cobertura de 1,7 mil km de trechos desassistidos da rodovia federal BR-163, passando por 12 municípios do estado. Esses locais, hoje invisíveis para as operadoras tradicionais, terão prioridade na nova licitação.

Municípios do Pará que serão atendidos: Abaetetuba, Acará, Água Azul do Norte, Alenquer, Altamira, Anapu, Augusto Corrêa, Aurora do Pará, Aveiro, Baião, Bannach, Barcarena, Belém, Belterra, Bonito, Bragança, Brejo Grande do Araguaia, Breu Branco, Cachoeira do Arari, Cachoeira do Piriá, Cametá, Capanema, Capitão Poço, Castanhal, Colares, Conceição do Araguaia, Concórdia do Pará, Cumaru do Norte, Curionópolis, Curralinho, Curuá, Curuçá, Eldorado do Carajás, Faro, Floresta do Araguaia, Garrafão do Norte, Goianésia do Pará, Igarapé-Açu, Ipixuna do Pará, Itaituba, Jacareacanga, Juruti, Marabá, Maracanã, Marapanim, Medicilândia, Moju, Monte Alegre, Muaná, Nova Timboteua, Novo Progresso, Novo Repartimento, Óbidos, Oeiras do Pará, Oriximiná, Pacajá, Parauapebas, Piçarra, Placas, Ponta de Pedras, Porto de Moz, Prainha, Rondon do Pará, Rurópolis, Salinópolis, Salvaterra, Santa Cruz do Arari, Santa Izabel do Pará, Santa Luzia do Pará, Santa Maria do Pará, Santarém, Santo Antônio do Tauá, São Caetano de Odivelas, São Domingos do Araguaia, São Félix do Xingu, São Geraldo do Araguaia, São João de Pirabas, São João do Araguaia, Senador José Porfírio, Tomé-Açu, Trairão, Ulianópolis, Uruará, Vigia, Viseu e Vitória do Xingu.

 

Municípios do Pará com trechos de rodovias que serão atendidos:

  • BR-163: Alenquer, Almeirim, Altamira, Belterra, Curuá, Guarantã do Norte, Itaituba, Novo Progresso, Oriximiná, Rurópolis, Santarém e Trairão.

Novos serviços

No Brasil, a expectativa com o leilão é de 1,2 milhão de pessoas beneficiadas e 500 pequenas localidades sejam conectadas. Além de fortalecer o 4G, a faixa de 700 MHz vai ampliar o alcance do 5G, levando a tecnologia a locais que hoje ainda não contam com conexão de qualidade. A iniciativa também abre caminho para novos serviços, como equipamentos conectados à internet.

Diferente de outros leilões, este não tem como foco arrecadar recursos para o governo federal. A maior parte do valor pago pelas empresas será convertida em investimentos obrigatórios para ampliar a cobertura do serviço móvel, principalmente em regiões que hoje não são atendidas de forma adequada.

A liberação da faixa de 700 MHz foi possível após o avanço da TV digital, que permitiu reorganizar o uso das frequências e abrir espaço para a expansão dos serviços móveis.

O edital, aprovado pelo Tribunal de Contas da União, está alinhado à política pública de ampliar a competição, acelerar a cobertura e evitar que o espectro permaneça ocioso caso não haja interesse nas etapas iniciais.

COMO VAI FUNCIONAR O LEILÃO:

  • A faixa será oferecida novamente para aumentar a concorrência entre as operadoras.
  • O espectro será dividido em blocos regionais.
  • Cada empresa poderá adquirir até duas regiões.
  • O processo terá três etapas, começando por operadoras regionais e, ao final, aberto a qualquer empresa interessada.
  • O foco é ampliar a cobertura, estimular investimentos e melhorar a qualidade do sinal.

Do Ministério das Comunicações/Foto: Reprodução: Olhar Digital