Exclusivo-Jornal Passaporte: S.T.F vive sua maior crise desde a redemocratização

 

A Sessão extraordinária de 15 de setembro sobre Alexandre de Moraes termina em bate-boca, sem decisão e com placar de 4×3. EUA preparam sanções, Europa fala em “crise sem precedentes” e mercado entra em pânico às vésperas da eleição.

BRASÍLIA – O que deveria ser uma sessão técnica para decidir sobre a validade de um relatório da Polícia Federal se transformou no episódio mais grave da história recente do Supremo Tribunal Federal. Na terça-feira, 15 de setembro, o plenário do STF se reuniu em caráter extraordinário convocado pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, e saiu menor do que entrou.Em pauta, um tema explosivo: um relatório da PF, solicitado pelo ministro André Mendonça, que reúne diálogos atribuídos ao ministro Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master – pivô da maior fraude bancária da história recente do país.O resultado foi o que a imprensa internacional já classifica como um “show de horror institucional”. brazileconomy.com.br

O QUE ACONTECEU DENTRO DO PLENÁRIO

A sessão de seis horas não chegou ao mérito. Em vez de decidir se Moraes deve ou não ser investigado – algo inédito em 135 anos de Corte – os ministros travaram uma guerra aberta sobre ritos e relatoria. portalvv8.com.brMoraes acusou Mendonça de ter pressionado a PF para incluí-lo em uma delação premiada de Vorcaro. Mendonça rebateu, chamando a acusação de mentira. O presidente Fachin, que avocou para si a relatoria do caso, foi contestado por colegas por tentar “recuperar o controle sobre o plenário”. folhaagora.com.brO julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Flávio Dino, quando o placar estava em 4 votos a 3 contra a unificação dos processos de Moraes e Mendonça. Ou seja: terminou sem decidir nada. brazileconomy.com.brNas palavras do professor Caio Rubini, da USP, a Corte vive uma “hemorragia interna”. camboriu.com.br

CONSEQUÊNCIA 1: O IMPACTO NACIONAL – ELEIÇÃO SOB RISCO

A crise não poderia vir em pior momento: a 20 dias da eleição presidencial de outubro.Desgaste institucional: A Associated Press destacou que o julgamento “está agitando o período que antecede a eleição presidencial”. A disputa entre Moraes e Mendonça, descritos pela AP como “extremos opostos do espectro político polarizado”, alimenta a narrativa de politização da Corte.Mercado em pânico: Com juros elevados e inflação pressionada, a sessão ampliou a incerteza. Analistas relatam fuga de capital e alta do dólar após a sessão, temendo instabilidade jurídica.Congresso em ofensiva: O episódio com Dias Toffoli, também citado em conversas com Vorcaro, já gerou pedidos de impeachment e mudança de relatoria, com senadores falando em “crise moral”. portaldanoticia.comyoutube.com

CONSEQUÊNCIA 2: O IMPACTO INTERNACIONAL – O BRASIL VIGIADO

Se no Brasil a crise é institucional, fora ela é geopolítica.Estados Unidos: O governo Trump monitora a crise em tempo real e já tem “medidas prontas para nova rodada de sanções”. O alvo principal seria novamente Alexandre de Moraes, com instrumentos do Departamento do Tesouro americano, incluindo sanções financeiras internacionais que já foram aplicadas e suspensas no passado. A sessão do dia 15 foi considerada “momento decisivo” por Washington. folhaagora.com.br

Europa e Mundo:

A cobertura foi unânime em gravidade:Reuters: classificou como “a mais séria turbulência interna no STF desde a redemocratização”.The Guardian (UK): “Conflito feroz irrompe no Supremo do Brasil às vésperas da eleição presidencial” com “consequências imprevisíveis para a maior democracia da América Latina”.El País (Espanha): destacou “insultos e ofensas trocadas” e que a Corte encerrou sem abordar “a espinhosa questão”.AP e AFP: falaram em “crise sem precedentes”. anacao.com.brcruzadopopular.comportaldanoticia.comportalvv8.com.br

O recado do presidente Fachin, cobrando “sensatez, decoro e dignidade”, foi reproduzido pela agência espanhola EFE como símbolo de um “Supremo dividido”. portalvv8.com.br

O QUE VEM AGORA?

O STF entra agora em um limbo perigoso. Com o pedido de vista de Flávio Dino, o caso volta em data incerta, mas já deixou três marcas profundas:Abriu a possibilidade real de um ministro do STF ser investigado pela própria Corte.Expôs ao mundo a fratura interna e colocou o Brasil sob vigilância de sanções econômicas.Jogou a Corte no centro do debate eleitoral, exatamente o que o tribunal tentou evitar desde o 8 de Janeiro de 2023.Como resumiu a imprensa internacional, o Brasil vive às vésperas da eleição o seu momento institucional mais delicado em 40 anos. E o mundo inteiro está assistindo.

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