Dirigente paraense teve longa trajetória no futebol e chegou ao comando da principal entidade do futebol brasileiro
O futebol paraense perdeu neste domingo (13) Antônio Carlos Nunes de Lima, o Coronel Nunes, aos 87 anos. O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) morreu na madrugada, em Belém.
Natural de Monte Alegre, no oeste do Pará, Coronel Nunes construiu uma trajetória de décadas no futebol paraense. Torcedor do Paysandu, participou da diretoria do clube na campanha que terminou com a conquista do Campeonato Brasileiro da Série B de 1991, título que marcou a história do Papão.
Também foi presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF) por vários anos e ganhou projeção nacional ao assumir a vice-presidência da CBF.
Em 2016, chegou à presidência interina da entidade. Em 2017, voltou ao cargo após o afastamento de Marco Polo Del Nero. Em 2021, novamente assumiu interinamente a presidência durante o afastamento de Rogério Caboclo.
Um dos episódios mais comentados de sua passagem pela CBF aconteceu em 2018, quando votou pela candidatura do Marrocos para sediar a Copa do Mundo de 2026, contrariando a posição da Conmebol, que apoiava a candidatura conjunta de Estados Unidos, México e Canadá.
A CBF lamentou a morte e destacou a contribuição do dirigente para o futebol do Pará e do Brasil. O Paysandu também prestou homenagem ao ex-dirigente.
O velório acontece neste domingo, em Belém, e o sepultamento está previsto para segunda-feira (14).
A morte de Coronel Nunes encerra a trajetória de um dos dirigentes paraenses que alcançaram maior projeção na administração do futebol brasileiro.
Do PASSAPORTE/Foto: Reprodução
