Deputado paraense chega à convenção do MDB com mandato marcado pela agenda municipalista e da mineração

Keniston Braga terá candidatura à reeleição homologada neste sábado (1º), no Mangueirinho, em Belém. Primeiro mandato foi marcado pela atuação em comissões estratégicas, defesa dos municípios mineradores e articulação em pautas de infraestrutura e desenvolvimento.

O deputado federal Keniston Braga (MDB) terá sua candidatura à reeleição homologada neste sábado (1º), durante a convenção estadual do MDB, no Mangueirinho, em Belém. O encontro vai oficializar os candidatos do partido para as eleições de 2026 e reunirá as principais lideranças da legenda no Pará.

Eleito em 2022 com 126.027 votos, o décimo mais votado do Estado, Keniston chega ao fim do primeiro mandato com um perfil político bem definido: o de um parlamentar de forte vínculo com a gestão pública municipal, especialmente de Parauapebas, e presença concentrada em temas ligados ao desenvolvimento urbano, à mineração e ao fortalecimento dos municípios.

Na Câmara dos Deputados, o emedebista ocupou espaços relevantes para um parlamentar de primeiro mandato. Preside a Comissão de Desenvolvimento Urbano, uma das comissões permanentes da Casa, além de integrar a Comissão de Minas e Energia e outros colegiados relacionados à infraestrutura e ao turismo. A atuação reforçou uma agenda voltada à expansão urbana, habitação, mobilidade e aos impactos econômicos da atividade mineral.

Sua produção legislativa também acompanhou esse perfil. Projetos, requerimentos e audiências públicas tiveram como foco a melhoria da infraestrutura das cidades, investimentos federais, segurança jurídica para o setor mineral e defesa dos interesses dos municípios produtores. Em discursos e articulações, tornou-se frequente a defesa de uma repartição mais equilibrada das riquezas geradas pela mineração.

Essa pauta não surgiu em Brasília. Antes de chegar à Câmara, Keniston construiu sua trajetória em Parauapebas, onde ocupou funções estratégicas na administração municipal, especialmente nas secretarias da Fazenda e de Governo. Foi nesse período que participou das discussões sobre o fortalecimento das receitas municipais provenientes da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), mecanismo que transformou a capacidade de investimento de cidades mineradoras como Parauapebas.

A experiência acumulada na administração pública ajudou a moldar um mandato menos voltado ao embate ideológico e mais concentrado na articulação institucional. Em suas redes sociais, predominam agendas com prefeitos, entrega de equipamentos, visitas a obras, reuniões com ministérios e prestação de contas de recursos destinados a municípios paraenses.

O mandato também foi marcado pela interlocução com o setor produtivo e com representantes da mineração, atividade que continua sendo um dos principais motores da economia paraense. A defesa da verticalização da produção mineral, da melhoria da infraestrutura logística e da ampliação de investimentos federais para a região aparece de forma recorrente em sua atuação parlamentar.

Isso não significa ausência de desafios. Como ocorre com boa parte dos deputados federais, a tramitação de projetos de autoria individual enfrenta limitações naturais do processo legislativo. Grande parte dos resultados atribuídos ao mandato está relacionada à articulação política, à destinação de emendas parlamentares e ao trabalho desenvolvido nas comissões permanentes, espaços onde boa parte das decisões da Câmara começa a ser construída.

Ao longo de três anos e meio de mandato, Keniston consolidou uma identidade parlamentar ligada ao municipalismo. Em vez de buscar protagonismo nacional em temas de alta polarização, concentrou esforços em pautas diretamente relacionadas ao Pará, sobretudo ao sudeste do Estado, região onde construiu sua base política.

A convenção deste sábado marca o início formal de uma nova disputa eleitoral. Se, em 2022, o desafio era transformar uma carreira técnica e administrativa em votos, agora o deputado enfrenta uma prova diferente: convencer o eleitor de que a experiência adquirida em Brasília produziu resultados suficientes para justificar mais quatro anos de mandato.

Nas urnas, a resposta deixará de ser uma expectativa e passará a ser um balanço político. Afinal, depois de quatro anos no Congresso, o principal relatório sobre um deputado continua sendo aquele escrito pelos próprios eleitores. E a julgar pelas intenções de voto vindas das pesquisas, Keniston vai bem, obrigado.

Da Agência Pauta Parlamentar