Falhas na segurança digital do Serviço Secreto ameaçam autoridades dos EUA

Relatório do inspetor-geral do Departamento de Segurança Interna afirmou que “adversários” podem interceptar e explorar informações da agência

Práticas inadequadas de segurança cibernética por parte de agentes do Serviço Secreto fizeram com que seus telefones ficassem vulneráveis ​​a invasões, , segundo um novo relatório do inspetor-geral do Departamento de Segurança Interna americano.

Essa situação colocou em risco a vida de autoridades dos EUA de alto escalão que eles devem proteger.

As conclusões reacendem preocupações antigas sobre as práticas de segurança do Serviço Secreto, dois anos após a tentativa de assassinato do presidente Donald Trump em Butler, na Pensilvânia.

Nesse caso, falhas e insegurança nas comunicações levaram a um episódios mais graves da história recente da agência.

Melhorias foram implementadas, afirma o Serviço Secreto

Em resposta à minuta do relatório do inspetor-geral, o Serviço Secreto informou que havia atendido — ou estava em processo de atender — às recomendações de segurança feitas pelo órgão fiscalizador.

A agência implementou “várias melhorias abrangentes nas políticas e protocolos de comunicação do Serviço Secreto, tanto para mitigar a possibilidade de adversários interceptarem e explorarem informações da agência quanto para fortalecer ainda mais o ambiente de proteção”, afirmou o diretor Sean Curran.

O Serviço Secreto não quis comentar as conclusões, encaminhando a CNN para a carta de Curran incluída no relatório do inspetor-geral.

A agência gerencia cerca de 8.000 dispositivos móveis que dão acesso aos sistemas e a aplicativos sensíveis — como um que fornece aos agentes informações sobre locais de realocação de emergência —, informou o relatório.

O risco de que a invasão de um telefone do governo leve a assassinatos não é hipotético.

Um cartel de drogas mexicano contratou um hacker para monitorar os movimentos de um alto funcionário do FBI, a agência federal de investigações dos EUA, na Cidade do México em 2018 ou antes, coletando informações do sistema de câmeras da cidade que permitiram ao cartel matar potenciais informantes do FBI, segundo um relatório do inspetor-geral do Departamento de Justiça divulgado no ano passado.

O novo documento sobre o Serviço Secreto citou esse exemplo.

“Enquanto o Serviço Secreto não aprimorar os controles de segurança para dispositivos móveis usados ​​no exterior, informações sensíveis dos dispositivos dos funcionários e as comunicações com as pessoas sob proteção estarão expostas a riscos semelhantes”, afirmou.