Os investimentos em ciência e tecnologia são fundamentais para manter a pesquisa, a prestação de serviços e o desenvolvimento de soluções no parque tecnológico paraense
Qualificar os recursos da Amazônia, impulsionar negócios e transformar conhecimento em inovação são compromissos do Governo do Pará, por meio das atividades realizadas no Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá. Para manter o ambiente de inovação em operação, foram investidos mais de R$ 40 milhões pelo Estado, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet), nos últimos cinco anos.
Os recursos destinados ao parque tecnológico paraense são fundamentais para transformar ciência em produtos, processos e soluções. Enquanto instrumento de política pública, o PCT Guamá incentiva a criação de novos negócios e aproxima a academia do mercado. O Pará vem fortalecendo iniciativas voltadas à ciência, tecnologia e inovação como ferramentas essenciais para a valorização das riquezas amazônicas.
Esses investimentos contribuem diretamente para o desenvolvimento de soluções tecnológicas, o fortalecimento de startups, a formação de profissionais qualificados e a integração entre governo, universidades e setor produtivo, destaca Victória Fidelis, titular da Sectet. “Investir em inovação significa ampliar a capacidade do Estado de desenvolver soluções próprias, valorizar o conhecimento regional e impulsionar o desenvolvimento econômico e social de forma sustentável”, afirmou.
Investimento em infraestrutura e pessoas
Foto: Bruno Cruz / Ag. ParDo total aplicado no período, só para a manutenção da infraestrutura e melhorias em laboratórios foram investidos mais de R$ 30 milhões. Danilo Cosenza, diretor administrativo e financeiro da Fundação Guamá, instituição que faz a gestão do parque, reforça que os investimentos em inovação são maiores, se forem consideradas iniciativas com outras secretarias do Estado que têm conexões com o PCT. O compromisso do governo com o complexo garante a qualificação da equipe técnica e, consequentemente, outros investimentos no local. “Com os recursos do governo estadual a gente garante uma equipe técnica capacitada para submeter projetos junto a outros financiadores, então esse recurso se multiplica. A importância desse recurso para despesa de pessoal, para manutenção, vai ao encontro da ideia de que a gente precisa investir em pessoas capacitadas para atrair mais recursos para o estado do Pará”.
Para o Startup Pará, programa de fomento ao empreendedorismo da Sectet, que beneficia residentes do complexo, foram aproximadamente R$ 5 milhões. Já para o Impulso Amazônia, programa de criação e desenvolvimento empresarial do complexo, voltado a empresas, startups e empreendedores paraenses conectados ao ecossistema, foram destinados quase R$ 4 milhões. A iniciativa propõe conexões com especialistas e apoio técnico à criação de negócios sólidos, escaláveis e alinhados aos desafios e oportunidades locais.
Suporte governamental e base científica
Foto: Bruno Cruz / Ag. ParO complexo foi construído há 15 anos pelo Governo do Estado, em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA), da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) para conectar poder público, universidades, indústria e empresas. O PCT Guamá consegue mobilizar atores de forma colaborativa para pensar a ciência e a tecnologia de maneira mais aplicada e articulada com o setor produtivo.
O fortalecimento desses ambientes requer suporte governamental e base científica relevante. Para João Weyl, diretor-presidente da Fundação Guamá, o aporte do Governo do Pará para a gestão do PCT é fundamental para garantir profissionais qualificados, segurança do espaço e o funcionamento dos laboratórios. O compromisso do poder público assegura um transbordamento significativo de resultados, os laboratórios prestam serviços, as empresas geram empregos e contratam soluções tecnológicas. “Esse movimento contribui diretamente para a captação de mais recursos, possibilita a parceria com outros entes, novos contratos de gestão com órgãos como a Secretaria de Meio Ambiente e a Secretaria de Turismo, ampliando o alcance do PCT em todo o estado. É um recurso que garante muitos outros recursos,” explicou.
Crescimento de negócios e inovações
Foto: Bruno Cruz / Ag. ParPara a empresa S&L Energia, o recurso financeiro do Governo para o fortalecimento do PCT Guamá colabora significativamente no amadurecimento do negócio. “Como empresa residente, o parque tem sido essencial para viabilizar a criação de soluções, além de facilitar parcerias estratégicas e trocas que dificilmente ocorreriam fora desse ambiente. O parque reduz barreiras, otimiza custos iniciais e amplia as oportunidades de inserção no mercado”, afirmou Sandro Leite, diretor comercial da empresa.
Para a startup Solved e o Instituto Solved de Inteligência Artificial Aplicada, que são residentes do complexo, a presença no ambiente de inovação é essencial para as atividades em inteligência artificial, geotecnologias e monitoramento ambiental, e facilita o acesso a parcerias estratégicas. “O investimento contínuo do Governo do Estado no PCT Guamá é fundamental para o crescimento das empresas e instituições residentes, pois cria um ambiente que vai muito além da infraestrutura física. O Parque oferece um ecossistema que estimula a interação entre empresas, centros de pesquisa e órgãos públicos, favorecendo o desenvolvimento de soluções de alto impacto”, afirma Cesar Diniz, responsável pelas iniciativas.
O Laboratório de Tecnologia Supercrítica (Labtecs), da Universidade Federal do Pará (UFPA), sediado no parque, foi beneficiado com recursos destinados à ciência. O apoio financeiro garantiu melhorias na infraestrutura do laboratório. “Aqui estão os principais laboratórios científicos da Amazônia, a manutenção desses espaços depende do recurso financeiro e o Estado é um investidor de inovação científica para o desenvolvimento tecnológico e formação de recursos humanos de alta qualidade”, comenta Raul Carvalho, pesquisador e coordenador do Labtecs.
Texto: Kelvyn Gomes
