Um risco sério para a saúde respiratória

Durante o período chuvoso muitos problemas podem estar associados ao mofo, alerta especialista, que dá dicas importantes

Em dias chuvosos, muitas pessoas notam manchas escuras surgindo nas paredes, aquele cheiro característico de mofo que insiste em ficar nos armários e cantos úmidos da casa. Essas situações comuns, que parecem apenas incômodos domésticos, podem esconder riscos sérios para a saúde respiratória, especialmente para quem passa muito tempo em ambientes fechados.

A médica otorrinolaringologista e professora no ambulatório da Afya Marabá, Juliana Carreiro Carvalho, explica que o mofo libera esporos no ar que funcionam como potentes alérgenos e irritantes das vias respiratórias. “Esses esporos podem desencadear ou agravar problemas como rinite alérgica, sinusite e asma”, alerta a especialista.

Estudos recentes reforçam essa preocupação: ambientes internos úmidos favorecem o crescimento de fungos que liberam micotoxinas e partículas capazes de provocar tosse, chiado, falta de ar e até agravamento da asma. Crianças e idosos são os grupos mais vulneráveis, apresentando maior risco de complicações respiratórias. Além disso, pesquisas apontam que locais de trabalho com má ventilação e presença de mofo podem gerar afastamentos e queda de produtividade.

A médica destaca que as condições que favorecem o aparecimento do mofo incluem casas mais fechadas, aumento da umidade do ar, acúmulo de mofo em paredes e armários, além de ambientes com pouca ventilação e baixa entrada de luz. “É comum que os sintomas piorem dentro de casa e melhorem ao sair, justamente por causa da concentração desses agentes no ambiente interno”, comenta a especialista.

Os sintomas mais frequentes são espirros, coriza, obstrução nasal e irritação nos olhos com coceira. A médica ressalta que o cheiro característico de mofo e as paredes manchadas são sinais claros da presença do problema.

Para prevenir, a especialista recomenda medidas simples, mas eficazes: “Abrir janelas para manter a casa ventilada, evitar o acúmulo de umidade, limpar regularmente as áreas com mofo, evitar tapetes e cortinas pesadas e, se possível, usar desumidificadores”.

Quanto aos cuidados médicos, Juliana orienta a lavagem nasal diária com soro fisiológico e o uso de corticoides nasais. Em casos mais severos, a imunoterapia pode ser indicada. “É fundamental procurar atendimento médico se os sintomas persistirem por mais de 10 dias, se houver crises frequentes, chiado no peito ou se a medicação não apresentar melhora”, alerta a especialista.

A médica conclui que o mofo é um inimigo silencioso que se intensifica no período chuvoso, e que para atender a essa demanda crescente, a Clínica Acadêmica Afya Marabá oferece consultas gratuitas e de qualidade em diversas especialidades, incluindo pneumologia, clínica médica, ginecologia, odontologia, dermatologia, ortopedia, cardiologia, psicologia, nutrição e pediatria, que lidera o ranking de buscas, superando o número de 700 atendimentos apenas nos meses de fevereiro e março.

De acordo com a Coordenadora do Ambulatório, a enfermeira Rossane Cerqueira Carvalho, todos os atendimentos são realizados por médicos especialistas que supervisionam os alunos, garantindo segurança, acolhimento e atendimento humanizado. “O espaço é estruturado para receber a comunidade com conforto e responsabilidade, e as demandas são atendidas de acordo com as vagas disponíveis, seja por agendamento direto ou encaminhamento pelo SUS. Assim, a clínica cumpre seu papel social e acadêmico, oferecendo cuidado integral à população de Marabá e região, especialmente em períodos críticos como o chuvoso, quando os problemas respiratórios se intensificam”, conclui a coordenadora.

O Ambulatório da Afya Marabá fica localizado na Rodovia Transamazônica, bairro Amapá, às proximidades do Centro de Saúde Pedro Cavalcante. Os atendimentos acontecem de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h30, e aos sábados, das 8h às 12h.

Texto: Nilson Santos/Fotos: Elizabeth Ribeiro/Ascom/Facimpa