Visita a Belém antecede a programação do Bioeconomy Amazon Summit e destaca iniciativa que une valorização da floresta e desenvolvimento sustentável.

Visionária da bioeconomia amazônica, Izete dos Santos Costa, mais conhecida como dona Nena, recepcionou a comitivaFoto: Lucas Maciel / Ascom Semas
Como parte da agenda preparatória para o Bioeconomy Amazon Summit, que será realizado entre os dias 12 e 14 de maio, no Parque de Bioeconomia, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) acompanhou, nesta segunda-feira, 11, a visita da comitiva da União Europeia a Fábrica de Chocolate Filha do Combu, referência em bioeconomia na ilha do Combu, em Belém. A programação apresentou experiências bem-sucedidas que aliam conservação ambiental, inovação e fortalecimento da economia local.
A agenda apresentou iniciativas que transformam produtos da sociobiodiversidade amazônica em oportunidades de geração de renda, turismo sustentável e valorização dos saberes tradicionais. Durante a visita, os líderes vivenciaram experiências locais como a visita aos processos de manejo do cacau nativo, a degustação da culinária amazônica e da produção da fábrica de chocolate, além da apresentação do ecossistema econômico local, com manejo de recursos naturais e fortalecimento da economia da floresta.
Na Ilha do Combu, dona Nena conversa com o grupo da União Europeia sobre a cultura do chocolate no quintal de sua casaFoto: Lucas Maciel / Ascom Semas
A secretária adjunta de Bioeconomia da Semas, Camille Bemerguy, destacou a importância de apresentar iniciativas já consolidadas no território amazônico para parceiros internacionais.
“É muito importante receber a comitiva da União Europeia aqui no Combu e poder mostrar de perto iniciativas que já fazem a bioeconomia acontecer no nosso território. A Filha do Combu é um exemplo muito bonito de como a floresta em pé pode gerar oportunidades, renda e qualidade de vida para as comunidades, sem abrir mão da nossa cultura e dos saberes tradicionais. Quando mostramos experiências como essa, reforçamos que o Pará tem um enorme potencial para desenvolver uma economia sustentável, conectada com as pessoas, com a natureza e com o futuro da Amazônia.”, fechou Camille.
Foto: Lucas Maciel / Ascom Semas
A programação integra as ações de intercâmbio institucional promovidas no contexto do Bioeconomy Amazon Summit, evento que reúne representantes do poder público, setor produtivo, comunidades tradicionais, pesquisadores e organismos internacionais para discutir estratégias voltadas ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.
O Combu representa um exemplo de como a bioeconomia pode gerar impactos positivos para as comunidades locais, conciliando conservação ambiental e desenvolvimento socioeconômico.
Foto: Lucas Maciel / Ascom Semas
O chefe adjunto da Delegação da União Europeia no Brasil, Jean-Pierre Bou, ressaltou o interesse da missão em conhecer experiências práticas desenvolvidas na Amazônia e fortalecer o diálogo internacional em torno da bioeconomia.
“De forma estratégica, essa aproximação beneficia ambos os parceiros, pois promove a sustentabilidade, o crescimento econômico inclusivo e as cadeias de valor baseadas na natureza, incentivando também o desenvolvimento das comunidades tradicionais e o consumo de alimentos e insumos que são produzidos com a ideia da floresta em pé. Essa sinergia contribui de forma significativa para atrair investimentos e apoiar modelos de negócios sustentáveis, em que o maior destaque é a conservação e proteção da floresta e toda sua biodiversidade.”, ressaltou Jean-Pierre.
Foto: Lucas Maciel / Ascom Semas
A visita também reforçou o papel estratégico do Pará nas discussões sobre economia sustentável e preservação ambiental. O estado vem ampliando políticas públicas voltadas à bioeconomia, com iniciativas que incentivam cadeias produtivas sustentáveis, inovação e inclusão social.
Marco van der Ree, especialista sênior do projeto Diálogos União Europeia-Brasil sobre Bioeconomia e co-fundador do SocioBioHub, destacou a fábrica de chocolate Filha do Combu como exemplo de negócio sustentável capaz de crescer a partir da sociobioeconomia amazônica.
“A construção de negócios de sociobioeconomia na Amazônia depende da força da liderança em combinação com capacitação e investimentos necessários na inovação e negócios comunitários. A Filha do Combu mostra que é possível crescer um bionegócio nas redondezas de Belém.”
