Programas estaduais impulsionam mães a retomarem os estudos e concretizarem sonhos

Histórias pessoais mostram como a EJA (Educação de Jovens e Adultos), a EJA Técnico e o Forma Pará podem transformar vidas por meio da educação

 

A felicidade de Edilma Silva na formatura do Ensino Fundamental pela Educação de Jovens e Adultos (EJA)

Conciliar a maternidade, o trabalho e os estudos é um desafio para qualquer pessoa. Para as  mulheres, essa realidade exige um esforço ainda maior, muitas vezes, por causa da maternidade. No Pará, programas ofertados pelo Governo do Estado, como a modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA), a EJA Técnico e o Forma Pará, têm permitido que mães retomem os estudos e conquistem novos projetos de vida.

A trajetória da dona de casa, Edilma Silva, 60 anos, é uma das histórias que ganha destaque no Dia das Mães, celebrado neste domingo (10). Após 42 anos, decidiu voltar à sala de aula por meio da EJA. Mãe de três filhos, ela interrompeu a vida escolar ainda na adolescência, quando engravidou do primeiro filho, aos 17 anos. Agora, Edilma concluiu o Ensino Fundamental na Escola Palmira Gabriel e, atualmente, cursa o Ensino Médio na Escola Justo Chermont, instituição onde iniciou os estudos ainda bem jovem.

Laudelina Ferreira se emocionou na solenidade da formatura do Ensino Fundamental pelo EJALaudelina Ferreira se emocionou na solenidade da formatura do Ensino Fundamental pelo EJAFoto: Divulgação

“Apesar da minha idade, eu não olho para a dificuldade. Eu penso no que ainda posso alcançar na vida. Não foi fácil voltar, enfrentei medos e preconceitos, mas fui muito acolhida pelos professores e pela escola. Meu sonho, depois de concluir o Ensino Médio, é fazer faculdade de Serviço Social, porque assim como eu fui ajudada, também quero ajudar outras pessoas. A certificação vai nos permitir buscar empregos melhores e reconhecimento profissional. Sou muito grata ao Governo pela oportunidade”, afirma a estudante Edilma Silva.

O titular da Secretaria de Educação do Estado do Pará (Seduc), Ricardo Sefer, destaca que o intuito dos programas é garantir oportunidades para quem abraça uma mudança de vida, por meio da educação. “O Governo do Estado tem investido na ampliação do acesso, melhoria da estrutura das escolas e em políticas que incentivem a permanência dos estudantes em sala de aula. A EJA representa inclusão, dignidade e a perspectiva para novos caminhos profissionais e pessoais”, ressalta.

A camareira hospitalar, Marlene Costa, de 41 anos, ficou dois anos afastada dos estudos para cuidar do filho. Retomou, recentemente, na Escola de Ensino Técnico do Estado do Pará (EETEPA) Anísio Teixeira os estudos para a conclusão do Ensino Médio e o Técnico em Contabilidade.

“Esse curso gera oportunidades porque mesmo quem não tem tempo, pode fazer à noite, saindo do serviço, e faz as duas coisas junto (EJA e EJA Técnico). Eu tinha o sonho de concluir meus estudos e fazer uma faculdade. Agora isso vai caminhar”, celebra Marlene.

Dhiúlly Teixeira de Lima teve a companhia do casal de filhos no grande dia da formatura pelo Forma ParáDhiúlly Teixeira de Lima teve a companhia do casal de filhos no grande dia da formatura pelo Forma ParáFoto: Divulgação

Em Muaná, no Marajó, a mãe de dois, Dhiúlly Lima, se formou no curso de Geografia, oferecido pelo programa Forma Pará, no início deste ano. A possibilidade de um modelo intervalar, oferecido pela iniciativa, permitiu que ela conseguisse conciliar a vida profissional, familiar e acadêmica.

“O programa, sem dúvida, é uma oportunidade gigantesca para as mães que querem voltar a estudar, que precisam conciliar estudo e família, especialmente, porque alcança diversos municípios em que a graduação não é oferecida por instituições públicas. Então, quando esse curso chega no seu município, você não precisa se deslocar para as outras grandes cidades para cursar uma graduação, o que facilita o acesso e isso é fundamental”, diz Dhiúlly Lima.

Por Giovanna Abreu (SECOM)
Fonte Ag.Pará