“A chaga do ódio é um desafio comum”: com essas palavras, o padre Olivier Poquillon, diretor da Escola Francesa de Pesquisa Bíblica e Arqueológica em Jerusalém, comentou na sexta-feira, 30, no X o ataque a uma religiosa ocorrido na terça-feira perto do Túmulo do Rei Davi, no Monte Sião.
A freira francesa de 48 anos, pesquisadora da Escola Francesa de Pesquisa Bíblica e Arqueológica em Jerusalém, foi agredida na rua por um homem que a empurrou ao chão e a chutou. Imagens de vídeo divulgadas pela polícia também mostram hematomas no lado direito do rosto da irmã.
Violência contra membros do clero
A polícia israelense anunciou na quarta-feira a prisão de um homem de 36 anos suspeito de atacar a religiosa, acrescentando que leva “extremamente a sério” qualquer ato de violência “motivado por potencial intenção racista e dirigido contra membros do clero”.
Enquanto aguarda os desdobramentos judiciais do ataque, o padre Poquillon agradeceu “às pessoas que vieram em socorro durante o ataque, aos diplomatas, acadêmicos e a todos que ofereceram apoio”.
Salvaguardar a liberdade de culto
Nos últimos dias, o diretor da Escola Francesa de Pesquisa Bíblica e Arqueológica denunciou um “ataque gratuito” contra a freira, condenando “veementemente” o ocorrido.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel, em uma publicação no X, classificou o ato como “vergonhoso”, assegurando que Israel permanece comprometido “com a salvaguarda da liberdade de religião e da liberdade de culto para todas as crenças”.
O homem preso pelo ataque “permanece sob custódia”, afirmou o ministério israelense, enfatizando “a firme política contra a violência e a determinação de processar rapidamente os perpetradores”. “A violência contra indivíduos inocentes, e particularmente contra membros de comunidades religiosas, não tem lugar em nossa sociedade”, enfatizou a declaração.
Hostilidades em aumento
Em um comunicado, a Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Hebraica de Jerusalém também expressou “profundo choque e condenação” pelo ataque. “Este não é um incidente isolado, mas parte de um padrão preocupante de crescente hostilidade contra a comunidade cristã e seus símbolos”, afirmou a Faculdade.
No início de abril, o exército israelense afastou dois soldados de suas funções após eles vandalizarem uma estátua de Jesus na vila de Debl, no sul do Líbano, um ato que gerou ampla condenação.
Fonte Vatican News
