Chicão surpreende na reta final e conquista uma cadeira no Senado pelo Pará

Presidente da Alepa supera disputa acirrada e garante vaga no Senado em uma das eleições mais apertadas da história recente do Pará

Foi uma eleição de tirar o fôlego. Em uma disputa marcada pelo equilíbrio entre os principais candidatos, Chicão (União Brasil) garantiu uma das duas vagas do Pará no Senado Federal e transformou a eleição de 2026 em um dos momentos mais importantes de sua trajetória política.

Atual presidente da Assembleia Legislativa do Pará, Chicão terminou a apuração em segundo lugar, com 22,45% dos votos válidos e mais de 2 milhões de votos, atrás apenas de Helder Barbalho (MDB), que também foi eleito.

O resultado ganhou ainda mais peso porque a diferença entre os candidatos foi mínima. Delegado Éder Mauro (PL) terminou praticamente empatado com Chicão, com cerca de 22,26% dos votos válidos, enquanto Zequinha Marinho (Podemos) também permaneceu muito próximo, com aproximadamente 21,06%.

Foi, portanto, uma verdadeira corrida voto a voto pela segunda cadeira do Senado.

Da política de Ananindeua ao Senado

A vitória não surgiu do nada. Chicão construiu uma carreira política de mais de três décadas.

Ele foi vereador de Ananindeua, vice-prefeito do município e, em 2006, chegou à Assembleia Legislativa do Pará. Desde então, permaneceu no Parlamento estadual.

Em 2021, assumiu a presidência da Alepa, posição que manteve até a eleição para o Senado.

A trajetória iniciada na política municipal agora chega ao Congresso Nacional. A partir de 2027, Chicão passará a representar o Pará em Brasília durante um mandato de oito anos.

Uma disputa que mudou de desenho durante a apuração

A eleição para o Senado chamou atenção pela proximidade entre os quatro principais concorrentes.

Helder Barbalho terminou na liderança, com aproximadamente 26,1% dos votos válidos. Chicão veio logo atrás, com 22,45%. Éder Mauro ficou praticamente colado no segundo colocado, e Zequinha Marinho também chegou ao final da apuração ainda com votação expressiva.

A margem estreita transformou a apuração em uma espécie de corrida paralela pela segunda vaga. E foi Chicão quem terminou na frente.

O resultado também mostrou que a eleição para o Senado teve comportamento diferente de uma disputa majoritária tradicional: como estavam em jogo duas cadeiras, os dois candidatos mais votados foram eleitos.

Um novo capítulo para a bancada paraense

Com a eleição de Chicão e Helder Barbalho, o Pará terá uma nova composição no Senado a partir de 2027. Eles se juntarão a Beto Faro (PT), que permanece no cargo até 2031.

Chicão terá como suplentes o advogado e produtor rural Joel Lobato e Pastor Ibanês.

A chegada ao Senado também representa uma mudança significativa de patamar político. Depois de anos de atuação na Assembleia Legislativa e na presidência da Casa, Chicão passa a ter participação direta nas discussões nacionais que envolvem o Pará.

Uma vitória para entrar na história

A eleição de 2026 coloca Chicão diante do maior desafio político de sua carreira. A vaga conquistada em uma disputa extremamente apertada encerra sua longa passagem pela política legislativa estadual e abre caminho para uma atuação de alcance nacional.

O novo senador terá pela frente temas fundamentais para o Pará, como infraestrutura, desenvolvimento regional, mineração, meio ambiente, agronegócio, segurança, saúde e a defesa dos interesses da Amazônia no Congresso Nacional.

A partir de 2027, Chicão troca a tribuna da Alepa pela tribuna do Senado. E chega a Brasília carregando uma vitória que foi decidida por uma diferença estreita de votos em uma das eleições mais disputadas do Pará.

Do PASSAPORTE