Em duas semanas, o presidente do Senado se reuniu duas vezes com o presidente Lula. Os dois estavam rompidos desde que o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para uma vaga no STF.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), disse ontem (12) que conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a “relação institucional do futuro”.
“Não falamos nada do passado”, afirmou Alcolumbre após ser questionado por jornalistas se havia tratado com o petista da indicação do governo para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Os dois estavam rompidos desde que o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para uma vaga no STF. Foi a primeira vez que isso ocorreu desde 1894.
Alcolumbre não atuou para ajudar o governo a angariar votos a favor de Messias. Minutos antes do resultado da votação, o presidente do Senado chegou a prever que o advogado-geral da União seria derrotado por oito votos.
A retomada do diálogo começou na semana passada, durante um jantar na casa do ministro do STF Alexandre de Moraes.
ELEIÇÕES 2026
Após a reunião desta quarta, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que Alcolumbre estará com o presidente Lula nas eleições deste ano.
“O Davi tem já compromisso com a nossa chapa no Amapá. Eu tenho acompanhado isso. Independente aqui da pauta no Senado, das matérias de interesse do governo, nós temos uma chapa à reeleição do governador, a candidatura do senador Randolfe [Rodrigues], e o Davi está absolutamente sintonizado com a reeleição do Lula e com o nosso palanque lá no Amapá”, disse o ministro.
Alcolumbre apoia a reeleição do atual governador do Amapá, o seu aliado e colega de partido, Clécio Luís (União). O presidente do Senado também tenta emplacar a reeleição para o cargo de senador de Randolfe Rodrigues (PT-AP), que hoje ocupa a função de líder do governo Lula no Congresso.
O principal adversário de Clécio e de Alcolumbre no Amapá atualmente é Antônio Paulo de Oliveira Furlan, conhecido como Dr. Furlan. Ele que, em 2024, foi reeleito como prefeito de Macapá, foi afastado do cargo por suspeita de fraude em licitações. Depois disso, renunciou.
A esposa do Dr. Furlan, Rayssa Furlan (Podemos), concorre a uma das duas vagas disponíveis para o Senado. Ela também faz parte do grupo político adversário da chapa apoiada por Alcolumbre.
Do G1/Foto: Ricardo Stuckert/PR
