O novo data center na Amazônia — Foto: Arte g1
Empreendimento de R$ 250 milhões em Belém promete ampliar a infraestrutura de inteligência artificial na região Norte, mas Ministério Público questiona possibilidade de formação de ‘ilhas de calor’ e ausência de estudos ambientais para esse tipo de projeto no país.
A área portuária de Miramar, no bairro do Barreiro, em Belém, vai receber o primeiro data center para Inteligência Artificial da Amazônia, o BEL1, da Elea Data Centers. O projeto é alvo de um inquérito civil do Ministério Público do Pará (MPPA), que alerta para o risco de formação de “ilhas de calor” em uma região já castigada por temperaturas extremas. O empreendimento também chama atenção para a ausência, no Brasil, de regras ambientais específicas para a instalação de data centers.
– A construção ainda não está em andamento. Atualmente, o projeto avança nas etapas comuns ao processo de projeto e design que antecedem à construção do data center.
– Os estudos para a solicitação do processo de licenciamento ambiental estão sendo realizados. Esta é uma etapa anterior a solicitação das licenças, logo, por isso não há processos em aberto nas secretarias.
– Em uma das falas do Alessandro, a sobre os estudos de impacto térmico, ele diz na verdade que: “mas, nessa fase, posso garantir que não há impacto”. Como está, dá a entender que não precisa ouvir a sociedade nessa fase.
- Data centers (centro de dados, em inglês) são galpões que concentram milhares de supercomputadores. Para processar grandes volumes de dados, essas máquinas consomem muita energia e geram calor continuamente. Por isso, dependem de sistemas de resfriamento para espalhar esse calor para o ambiente.
O projeto vai iniciar com a capacidade de 7,5 megawatts de energia, depois tem previsão de expansão para até 100 megawatts, segundo a empresa.
Esses números chamam a atenção de especialistas ouvidos pelo g1, pois só na etapa inicial a potência de 7,5 megawatts seria suficiente para abastecer mais de 22,5 mil residências na região Norte, de acordo com dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Energética (EPE), do Ministério de Minas e Energia.
Com previsão de começar a funcionar no segundo trimestre de 2027, a empresa Elea promete que o BEL1 vai servir como a infraestrutura necessária para ampliar o acesso da região Norte à IA, à computação em nuvem e a serviços digitais, “aproximando o processamento de dados dos usuários e reduzindo a dependência de servidores em outras regiões do país e até no exterior”.
Calor dissipado em região quente

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