Acidentes com arraias aumentam 133% em Belém; veja quais praias concentram mais casos

Capital registrou 105 casos de janeiro a junho deste ano, mais que o dobro do total contabilizado em todo o ano passado.

Com o aumento do fluxo de banhistas durante as férias de julho, a Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) reforçou as orientações para prevenir acidentes com arraias nas praias da capital. De janeiro a junho deste ano, foram registrados 105 casos de ferroadas, um aumento de 133% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em todo o ano de 2025, foram contabilizados 45 acidentes.

Segundo a Sesma, as arraias costumam permanecer parcialmente enterradas na areia, principalmente em áreas rasas e de águas calmas. Na maioria dos casos, os acidentes acontecem quando o banhista pisa no animal sem perceber.

De acordo com o médico veterinário da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), Claudio Douglas de Oliveira Guimarães, uma medida simples pode reduzir o risco de acidentes.

“Em vez de caminhar levantando os pés, o ideal é arrastá-los suavemente pela areia ao entrar na água. Esse movimento provoca uma pequena vibração e faz com que a arraia perceba a aproximação da pessoa, tendo a oportunidade de se afastar naturalmente, evitando o contato e diminuindo as chances de um acidente”, explicou.

O especialista também orienta que os banhistas não tentem tocar ou capturar arraias, mesmo quando elas estiverem próximas da faixa de areia.

“As arraias não são animais agressivos e os acidentes geralmente acontecem como uma reação de defesa, quando elas se sentem ameaçadas ou são pisadas acidentalmente. Por isso, a prevenção e o respeito ao espaço desses animais são fundamentais”, afirmou.

Ainda segundo o veterinário, crianças devem permanecer sempre acompanhadas por um adulto, e os banhistas devem seguir as orientações das equipes de vigilância que atuam nas praias durante o veraneio.

As áreas com maior incidência de acidentes são:

  • Cotijuba e arredores;
  • praias de Mosqueiro, especialmente a Praia do Chapéu Virado;
  • Outeiro;
  • Praia do Cruzeiro, em Icoaraci.

O que fazer para evitar acidentes

A Sesma orienta os banhistas a:

  • Arrastar os pés na areia ao entrar na água, em vez de caminhar normalmente;
  • Evitar tocar, capturar ou manusear arraias;
  • Manter crianças sob supervisão constante;
  • Respeitar as orientações das equipes de vigilância nas praias.

O que fazer em caso de ferroada

Em caso de acidente, a recomendação é procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima.

A Sesma alerta que não é indicado utilizar substâncias caseiras, fazer cortes no local da lesão ou tentar retirar fragmentos do ferrão sem atendimento especializado. Segundo o órgão, a limpeza adequada do ferimento e o tratamento precoce ajudam a aliviar a dor, prevenir infecções e evitar complicações.

Do G1-PA/Fotos: Sesma