Carlos Alberto Parreira, Coordenador técnico da Seleção Brasileira de Futebol, na Granja Comary, durante a preparação da equipe para a Copa do Mundo de 2014. — Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo
Internado desde 16 de junho com um quadro de inflamação pulmonar, o ex-técnico da Seleção Brasileira teve complicações clínicas nas últimas horas, foi sedado e voltou a respirar com ajuda de aparelhos.
O estado de saúde do ex-técnico da seleção brasileira Carlos Alberto Parreira, de 83 anos, piorou, segundo o boletim divulgado pelo Hospital Samaritano Barra, na Zona Sudoeste do Rio, neste sábado (27). O tetracampeão está internado na unidade desde o dia 16 de junho, o ex-treinador por conta de uma inflamação pulmonar.
De acordo com o hospital, nas últimas horas, Parreira precisou ser sedado e voltou a respirar com ajuda de aparelhos. Ainda neste sábado, ele seria submetido a um procedimento cirúrgico na via aérea superior.
O hospital não informou se a cirurgia já concluída. Na noite de sábado, a instituição informou que um novo boletim seria enviado no domingo (28).
Apesar da piora, o boletim médico informa que o paciente está estável no momento. Ele segue sob acompanhamento do pneumologista intensivista Arthur Vianna, além de uma equipe multidisciplinar da unidade de saúde.
Não há previsão de alta da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).
O ex-treinador convive desde 2023 com um linfoma de Hodgkin, tipo de câncer que se desenvolve no sistema linfático — rede de vasos e gânglios responsável pela defesa do organismo.
Parreira chegou a ser considerado em remissão em 2025, mas voltou a necessitar de tratamento oncológico após a retomada da doença, situação que exige acompanhamento rigoroso, especialmente em pacientes mais idosos.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2024/M/U/5EBfEVSFqBeO2vtbeSug/microsoftteams-image.png)
Parreira durante o tratamento contra câncer — Foto: Reprodução
Carlos Alberto Parreira é um dos nomes mais importantes da história do futebol brasileiro. Ele comandou a seleção na conquista da Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, encerrando um jejum de 24 anos sem títulos.
Ao longo da carreira, participou de seis edições do Mundial como treinador e também integrou comissões técnicas em outras Copas.
Além da seleção brasileira, trabalhou em clubes e seleções de diferentes países, com passagens por Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, África do Sul e equipes do futebol brasileiro, consolidando-se como um dos técnicos mais respeitados do cenário internacional.
