Vacina com “superantígeno” feito por IA pode prevenir futuras pandemias

Vírus do Ebola  • Frederick Murphy/CDC/AP via CNN Newsource

Tecnologia inédita pode oferecer ampla proteção contra milhares de variantes de vírus, como coronavírus ou Ebola

Uma nova vacina que utiliza um “superantígeno” feito por inteligência artificial pode prevenir futuras pandemias antes delas começarem. A tecnologia inovadora é desenvolvida por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Cambrigde, no Reino Unido.

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Transformamos o desenvolvimento de vacinas, deixando de ser reativo para se tornar à prova do futuro. Nossas vacinas continuarão a oferecer proteção contra vírus, mesmo que eles sofram mutações e se transformem em novas cepas.

Jonathan Heeney, professor do Laboratório de Zoonoses Virais do Departamento de Medicina Veterinária

Segundo Cambridge, a vacina desencadeou respostas imunológicas nos voluntários não apenas contra o SARS-CoV-2 e o SARS, mas também contra vírus de morcego relacionados que poderiam transmitir de animais para humanos e causar futuras pandemias.

As vacinas desenvolvidas com o “superantígeno” poderiam proteger contra futuras ameaças de vírus emergentes. A tecnologia também reduz a necessidade de reformulações frequentes, o que é uma limitação fundamental das vacinas atuais.

Esta é a primeira vez que uma vacina, cujo componente ativo foi projetado inteiramente por simulações computacionais, foi testada em humanos. Os participantes fizeram parte dos ensaios clínicos nas instalações de pesquisa clínica do Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde e Cuidados (NIHR) em Southampton e Cambridge. O estudo foi patrocinado pelo University Hospital Southampton NHS Foundation Trust (UHSFT).

Superamos o problema das vacinas tradicionais, que têm proteção limitada. Isso significa que podemos escapar do ciclo constante de perseguir as variantes do vírus que circulam em humanos e atualizar as vacinas para tentar alcançá-las“, afirmou o professor Heeney, que é o líder científico da pesquisa.

“Superantígeno”

antígeno é o ingrediente ativo de uma vacina: ele estimula o sistema imunológico do corpo a produzir uma resposta imune protetora, treinando-o para combater futuras infecções por uma ampla gama de patógenos que contenham esses antígenos DVX específicos. 

Rafael Saldanha, da CNN Brasil, em São Paulo