O ex-governador Cláudio Castro (PL) — Foto: Agência Brasil
Empurrão definitivo para a saída de Castro veio com operação da Polícia Federal deflagrada na última terça-feira (26). Foi a segunda ação de busca e apreensão contra o ex-governador em menos de duas semanas.
A cúpula do PL aguarda para as próximas horas o anúncio oficial do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, formalizando sua desistência da disputa ao Senado. Nos bastidores, Castro já sinalizou a aliados mais próximos que o desembarque da corrida eleitoral é inevitável e deve ser sacramentado, no mais tardar, até o fim desta semana.
Para o comando do partido, a permanência de Castro tornou-se politicamente insustentável após uma sequência de reveses jurídicos e policiais que ameaçavam implodir os palanques da legenda tanto no plano regional quanto no nacional.
O empurrão definitivo para a saída de Castro veio com a operação da Polícia Federal deflagrada na última terça-feira (26). Foi a segunda ação de busca e apreensão contra o ex-governador em um intervalo de menos de duas semanas — a primeira havia sido em 15 de maio no âmbito do Caso Refit.
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- O cenário agravou-se com a derrubada do sigilo judicial da investigação sobre os
investimentos bilionários do RioPrevidência no Banco Master
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- . Os relatórios da PF apontam que a relação pessoal entre Castro e o banqueiro preso
Daniel Vorcaro
- , do Master, foi o fator determinante para viabilizar as aplicações consideradas irregulares pelo Ministério Público.
- As chapas do partido: A candidatura trazia desgaste tanto para a disputa estadual liderada por Douglas Ruas quanto para a pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, que já está na defensiva pelo financiamento de Vorcaro para o filme sobre Jair Bolsonaro.
- A sucessão no palanque: Castro vai declarar que recuou para se dedicar à sua defesa jurídica nos casos em que se considera injustiçado. Com a vaga aberta, o PL avalia que a indicação ao Senado deve ficar entre os deputados federais Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante.
