O roteiro foi de tensão, paciência e explosão. O Paysandu Sport Club sofreu mais do que o esperado, encontrou um Nacional-AM disciplinado e perigoso, mas fez do Mangueirão o seu aliado para vencer por 1 a 0 e sair na frente na decisão da Copa Norte.
O primeiro tempo deixou claro que não seria uma noite simples. Apesar de dominar a posse, o Paysandu esbarrava em um adversário compacto, que não apenas se defendia bem, mas também incomodava — e muito — nos contra-ataques. Rafa Marcos, Vitinho e Renanzinho testaram a segurança de Gabriel Mesquita.
Quando parecia que o empate sem gols iria prevalecer até o intervalo, surgiu a melhor chance bicolor: Castro, livre na área, carimbou o travessão após escanteio, quase mudando a história ali mesmo.
Mas o destino guardava algo maior.
Logo aos seis minutos do segundo tempo, Castro voltou a aparecer — desta vez de forma decisiva. Com espaço pelo meio, o volante soltou um verdadeiro míssil, vencendo Caio e incendiando o Mangueirão com um golaço que pode marcar a final.
O gol mudou o jogo. O Paysandu ganhou confiança, avançou suas linhas e passou a controlar a partida com mais autoridade. Marcinho e Kleiton Pego foram peças-chave na pressão ofensiva, enquanto o Nacional já não conseguia repetir a intensidade inicial.
Experiente, o Papão soube jogar com o regulamento debaixo do braço na reta final. Administrou o resultado, esfriou o jogo quando necessário e ainda ameaçou ampliar em contra-ataques.
A vitória mínima não traduz totalmente o esforço, mas representa muito: vantagem, confiança e a sensação de que o título está ao alcance.
Agora, em Manaus, o Paysandu joga por um empate. Ao Nacional, resta uma missão ingrata: vencer por dois gols — ou forçar os pênaltis com vitória simples.
Da Redação do Jornal PASSAPORTE/Foto: Jorge Totti/PSC
