Anitta é a capa da edição impressa de maio da Revista Glamour. Na entrevista, a artista fala sobre liberdade para além do sucesso e da validação externa, além de revelar como a espiritualidade, em suas múltiplas formas, se tornou parte essencial da construção de quem é hoje. Entre reflexões sobre plenitude, fé e autoconhecimento, ela compartilha a visão de que diferentes crenças podem coexistir e levar a uma mesma essência.
Ao longo da sua vida, você já foi adepta de muitas crenças, sempre trabalhando sua espiritualidade em diferentes frentes. Neste álbum, fala muito do candomblé. Como enxerga essa multiplicidade na fé?
Eu não tenho uma crença única. Acredito que todas as religiões, até a própria ciência, estão falando a mesma coisa, só usam linguagens diferentes. Óbvio que não considero aqui a parte extremista, de quando se usa isso para controlar um grupo. Na astrologia, no xamanismo, no hinduísmo, no budismo, no candomblé, na semente do cristianismo — a mensagem é a mesma, só usam veículos diferentes. Você molda o seu próprio caminho de acordo com aquela conclusão que tirou pesquisando, questionando e mergulhando em cada ensinamento — seja na filosofia, seja na ciência, seja no candomblé. O grande inimigo de tudo é a alienação. Quando o mensageiro vira mais importante que a mensagem, você já não está mais dando importância ao cerne das coisas, à semente de tudo, está só preocupado em sair do julgamento como o correto. E aí, julga você, julga os outros.
Texto: Mariana Torelli/Fotos: Divulgação

