Método vem ajudando futuras mamães a reduzir dores, melhorar o sono e até se preparar para o parto com mais conforto e segurança
Durante muito tempo, muitas mulheres acreditaram que gravidez era sinônimo de repouso absoluto. Mas atualmente, atividades físicas orientadas têm sido grandes aliadas da saúde materna — e o pilates aparece entre as práticas mais recomendadas por especialistas.
Mas afinal: grávidas podem fazer pilates?
Segundo a fisioterapeuta dermatofuncional e instrutora de pilates Dayara Costa, a resposta é sim — desde que exista acompanhamento profissional e liberação médica.
“O pilates é extremamente adaptável e pode ser praticado em praticamente todas as fases da gestação. O principal objetivo não é apenas manter atividade física, mas oferecer suporte biomecânico para todas as mudanças que acontecem no corpo da mulher nesse período”, explica.
A especialista destaca que, durante a gravidez, o corpo passa por alterações importantes como aumento do peso abdominal, deslocamento do centro de gravidade, retenção de líquido e frouxidão ligamentar causada pelos hormônios.
“Tudo isso gera sobrecarga na coluna, pelve e articulações. Com o pilates conseguimos melhorar estabilidade, fortalecer musculaturas importantes e reduzir dores lombares, desconfortos na pelve, quadril e até sensação de pernas pesadas”, afirma Dayara.
No Studio Vibe – Pilates, em Ananindeua, gestantes em diferentes períodos da gravidez já estão sentindo os benefícios da prática. Entre elas estão Keila Guedes, com 26 semanas; Sendi Carvalho, com 20 semanas; e Aline Martins, que já está na reta final da gestação, com 36 semanas.
Além do fortalecimento muscular e melhora da postura, Dayara explica que o pilates também auxilia na respiração, circulação sanguínea e preparação para o parto.
“A respiração trabalhada no pilates ajuda no controle da ansiedade e da tensão muscular. O fortalecimento do assoalho pélvico também é importante tanto durante a gravidez quanto no parto e na recuperação pós-parto”, destaca.
Ainda de acordo com a especialista, muitas mulheres procuram o pilates apenas quando as dores começam a aparecer, mas os benefícios podem ser percebidos mesmo quando a prática é iniciada mais tarde.
“No terceiro trimestre, por exemplo, trabalhamos muito conforto, mobilidade da pelve, redução de edema e alívio das tensões causadas pelo peso abdominal”, finaliza.
Com exercícios adaptados, baixo impacto e acompanhamento individualizado, o pilates vem conquistando cada vez mais futuras mamães que desejam viver a gravidez com mais saúde, disposição e qualidade de vida.
Texto: Lia Corps/Foto: Divulgação
