Vacinação contra influenza segue até o fim de abril em Belém

Sesma reforça importância da imunização e destaca oferta de outras vacinas nas unidades de saúde de Belém.

Com o clima quente e úmido característico da região amazônica, que favorece a circulação de vírus respiratórios ao longo do ano, casos de gripe tendem a se manter em alta, exigindo atenção redobrada da população. Nesse cenário, a vacinação se torna uma aliada fundamental na prevenção de complicações e na redução da transmissão da doença. Ao mesmo tempo, autoridades de saúde alertam para o perigo da desinformação: notícias falsas sobre vacinas ainda circulam e podem comprometer a adesão às campanhas, colocando em risco a proteção coletiva.

A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), reforça o chamado à população para a campanha de vacinação contra a influenza 2026. A imunização, considerada uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública, segue em andamento em Belém com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal e reduzir os casos graves da doença, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.

A campanha teve início em novembro de 2025, com previsão inicial de encerramento em 28 de fevereiro de 2026. No entanto, foi prorrogada até o dia 31 de março exclusivamente para os grupos prioritários. Desde 1º de abril, a vacinação foi ampliada para o público em geral, com previsão de encerramento no dia 30.

Outras vacinas disponíveis

Além da vacina contra a influenza, as unidades municipais de saúde também disponibilizam diversos outros imunizantes para atualização da caderneta vacinal da população.

Para adultos, estão disponíveis imunizantes como difteria e tétano, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), hepatite B e febre amarela.

Ao público infantil, são ofertadas vacinas como BCG, hepatite B, meningocócica C e ACWY, pneumocócica 10, poliomielite, pentavalente, rotavírus, tríplice viral, varicela, DTP e hepatite A.

Já para adolescentes, estão disponíveis as vacinas meningocócica ACWY, HPV e dengue.

As gestantes também contam com um esquema específico de imunização, com vacinas como dTpa, VSR, hepatite B, influenza e Covid-19, fundamentais para proteger tanto a mãe quanto o bebê.

Importância da vacinação

De acordo com a coordenadora de imunizações da Sesma, Cleise Soares, a adesão da população é fundamental para conter a circulação do vírus. “A vacina é segura, eficaz e continua sendo a principal forma de evitar complicações causadas pela influenza. Precisamos ampliar a cobertura, especialmente entre os grupos prioritários, que têm maior risco de agravamento da doença”, destacou.

Os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde incluem crianças de 6 meses a menores de 6 anos, pessoas com 60 anos ou mais e gestantes. Também fazem parte do público-alvo as puérperas, população indígena, quilombolas, pessoas com doenças crônicas, além de trabalhadores das forças de segurança e salvamento, caminhoneiros, portuários, trabalhadores dos Correios e do transporte coletivo.

Baixa cobertura preocupa

meta do Ministério da Saúde para 2026 é vacinar 90% das 322.614 pessoas que compõem os grupos prioritários em Belém. No entanto, os dados mais recentes acendem um alerta. Em 2025, a cobertura vacinal foi de 32,59% entre o público-alvo, com 149.063 doses aplicadas entre novembro de 2025 e março de 2026. Já na estratégia anterior, iniciada em setembro de 2024 e estendida até julho de 2025, a cobertura foi de 51,28%, com 305.273 doses aplicadas entre setembro de 2024 e março de 2025.

O comparativo demonstra uma queda significativa na adesão à vacinação, o que reforça a necessidade de mobilização da população. “É importante combater a desinformação. Existem muitas fake news sobre vacinas que não têm qualquer embasamento científico. A vacina contra influenza não causa gripe e é essencial para proteger vidas, principalmente em um cenário regional onde há maior circulação de vírus respiratórios”, alertou Cleise Soares.

A vacinação é fundamental não apenas para a proteção individual, mas também coletiva. Ao reduzir a circulação do vírus, diminui-se o risco de surtos e protege-se indiretamente quem não pode se vacinar. Além disso, a imunização ajuda a evitar complicações graves, como pneumonia, agravamento de doenças cardíacas, parto prematuro e até óbitos.

A Prefeitura destaca ainda que, em um contexto regional como o da Amazônia, marcado por períodos de maior umidade e circulação de vírus respiratórios, a vacinação se torna ainda mais necessária. A orientação é que a população procure as unidades de saúde mais próximas e mantenha a caderneta de vacinação atualizada.

A campanha segue até o fim de abril, e a expectativa é ampliar a cobertura vacinal nas próximas semanas, garantindo mais proteção à população de Belém.

 

Fonte: Agência Belém
Credito: Paula Lourinho/ Danielle Dias/ Juliana Rosa