Governo revela previsões para PIB, Selic e inflação em 2027.

Governo federal enviará ao Congresso Nacional, nesta quarta-feira (15/4), o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviará ao Congresso Nacional, nesta quarta-feira (15/4), o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, com previsão de que a taxa Selic, hoje em 14,75%, feche em 10,55% ao final do próximo ano.

O texto prevê, também, umas projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,56%, em 2027. O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade, geralmente em um ano.

  • A alta do PIB significa que a economia está crescendo em bom ritmo, enquanto a queda reflete o encolhimento da produção econômica do país.

Outro dado divulgado pelo governo, nesta quarta, é a estimativa de inflação para o ano que vem. Conforme os números, a projeção indica que a inflação deve ficar em 3,04% ao final de 2027.

A meta de inflação, segundo o Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual, ou seja, com piso de 1,5% e teto de 4,5%. Ela será considerada cumprida se oscilar dentro dessa margem de tolerância.


O que é a LDO?

  • A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é um documento que estabelece as bases para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) do ano seguinte, ou seja, o orçamento federal;
  • A LDO também determina o nível de equilíbrio geral entre receitas e despesas, ou seja, a meta fiscal para o ano seguinte que deverá ser seguida pelo Executivo;
  • Outro ponto que consta na LDO é a proposta de salário mínimo para o exercício seguinte, bem como as projeções para o crescimento do país, inflação e taxa de juros;
  • O documento traça as regras para execução das despesas dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário;
  • Além disso, a LDO autoriza o aumento de despesas com pessoal – pagamentos feitos a servidores públicos e pensionistas.

PLDO de 2027

As diretrizes do orçamento propostas pelo governo preveem, ainda, um superávit primário de 0,5% do PIB em 2027, o equivalente a R$ 73,2 bilhões. A margem de tolerância é de 0,25% para cima ou para baixo, sendo que o piso de superávit é de R$ 36,6 bilhões e o teto é de R$ 109,8 bilhões.

Apesar disso, o governo prevê que R$ 65 bilhões serão retirados do cálculo do resultado primário. Os descontos são referentes a gastos com precatórios, defesa, saúde e educação.

Além disso, o texto prevê que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) deve chegar a 83,4% do PIB no próximo ano.

Com relação às receitas e despesas, o governo prevê que as receitas chegarão a 23,3% do PIB no ano que vem, totalizando R$ 3,4 trilhões. Já as despesas devem chegar a R$ 18,8% do PIB, cerca de R$ 2,7 trilhões.

Limite de despesas por poder

  • Poder Executivo – R$ 2,4 trilhões;
  • Poder Judiciário – R$ 68 bilhões;
  • Poder Legislativo – R$ 20 bilhões;
  • Ministério Público da União – R$ 10 bilhões;
  • Defensoria Pública da União – R$ 900 milhões.

Além disso, o governo prevê o salário mínimo em R$ 1.717 no próximo ano. O valor representa um aumento de R$ 96 (5,9%), em relação ao mínimo de 2026, que é de R$ 1.621.

O aumento segue a política de valorização do mínimo, que é um dos pilares do terceiro mandato de Lula. O aumento real, ou seja, acima da inflação, era uma promessa de campanha do petista, sob a justificativa de que a medida aumenta o poder de compra das famílias.

A política de aumento do mínimo se baseia em um índice que combina a inflação do ano anterior e a variação positiva do PIB, que é a soma de toda a riqueza produzida no país, de dois anos anteriores, a partir de 1º de janeiro.

Além dos trabalhadores, também são beneficiados pelo aumento do salário mínimo os aposentados, pensionistas e beneficiários de benefícios sociais.

 

Fonte: Metrópoles