Aos 94 anos, o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, conhecido como FHC, foi declarado interditado por uma decisão liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) após um pedido dos filhos. A solicitação foi feita através de uma vara de família, com o agravamento do quadro de Alzheimer do sociólogo.
A decisão autoriza Paulo Henrique a ser representante legal do pai, segundo noticiou a coluna do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, com informações confirmadas pela Gazeta do Povo na condição de anonimato com uma pessoa próxima do político. Paulo passa a administrar bens e se tornou o responsável pelas decisões do pai. O processo tramita em segredo de Justiça no TJSP.
A família e o Instituto Fernando Henrique Cardoso, que cuida do legado do tucano, declararam que o assunto é de foro íntimo e não iriam comentar. A petição que pede a interdição foi redigida pelo escritório Bermudes Advogados.
Fernando Henrique foi presidente do Brasil em dois mandatos, de 1995 a 2003, entregando o cargo para o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. FHC foi o Ministro da Fazenda do presidente Itamar Franco na época em que foi instituído o Plano Real, que introduziu a atual moeda ao Brasil e deu fim ao ciclo inflacionário no país.
Após anos como adversários políticos, Lula e FHC estiveram do mesmo lado na eleição de 2022, quando FH declarou voto a favor do petista. O ex-presidente apoiou declarando voto inicialmente em Simone Tebet (então no MDB), no primeiro turno, e em Lula contra Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno.
