Corredores Ecológicos ampliam conexão entre áreas de vegetação nativa

Corredores ecológicos são áreas de vegetação que funcionam como verdadeiras “pontes verdes”, conectando fragmentos de habitats naturais que antes estavam isolados. Essas conexões permitem que animais circulem entre diferentes regiões, garantindo acesso a alimento, abrigo e locais de reprodução. Além disso, ajudam a restaurar processos naturais essenciais e aumentam a resiliência dos ecossistemas diante das mudanças climáticas, já que ampliam as chances de sobrevivência das espécies ao facilitar sua mobilidade.

Na prática, esses corredores reúnem trechos de floresta separados por intervenções humanas, como pastagens ou áreas agrícolas, restabelecendo a continuidade da paisagem natural. Quanto mais próximas e conectadas essas áreas estiverem, maiores são as chances de que a fauna utilize esses caminhos, fortalecendo a biodiversidade e contribuindo para a regeneração ambiental. A implementação dos corredores ecológicos segue critérios técnicos rigorosos, priorizando a ligação entre grandes áreas de vegetação, que concentram maior diversidade de espécies, e regiões já monitoradas por especialistas, especialmente aquelas que abrigam fauna ameaçada. O planejamento também considera rotas mais curtas e o aproveitamento de fragmentos naturais existentes, ampliando a eficiência da conexão ecológica.

Nesse contexto, a Suzano tem desempenhado um papel relevante ao investir na criação desses corredores em biomas como Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado. Em quatro anos, a empresa já conectou mais de 214 mil hectares de vegetação nativa, área correspondente a 200 mil campos de futebol, avançando em sua meta de alcançar 500 mil hectares até 2030, conforme mostra o recém-lançado Relatório de Sustentabilidade da companhia. Esse esforço reforça a importância de iniciativas que integram produção e conservação, contribuindo para a proteção da biodiversidade em larga escala. “Não se trata apenas de restaurar áreas, mas de permitir que o ecossistema funcione de forma integrada. Quando os fragmentos deixam de ser ilhas isoladas, a paisagem recupera a capacidade de sustentar vida de forma contínua, o que é essencial para a conservação da biodiversidade dessas regiões”, afirma Paulo Groke, engenheiro florestal com mais de quatro décadas de experiência em conservação.

Na Amazônia, a empresa fortalece a proteção no Arco do Desmatamento, com destaque para a criação da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Nova Descoberta, a maior reserva particular do Maranhão, com 5.800 hectares, que se conecta ao Mosaico do Gurupi, um conjunto de unidades de conservação e terras indígenas entre Maranhão e Pará e uma das áreas mais relevantes para a biodiversidade da Amazônia Oriental. Na Mata Atlântica, a Suzano promove a interligação de fragmentos entre a Bahia e o Espírito Santo. No Cerrado, a companhia amplia a conectividade no Mato Grosso do Sul.

A iniciativa envolve áreas próprias da Suzano e de terceiros, em um modelo colaborativo que mobiliza comunidades locais, proprietários rurais, organizações da sociedade civil e financiadores externos.

Cada nova adesão amplia o alcance para além dos limites da companhia, consolidando a atuação em grandes áreas. “O nosso audacioso Programa Corredor da Mata, tem como objetivo a construção do maior corredor ecológico da Mata Atlântica. O uso sustentável do solo, feito por meio da restauração florestal e da implantação de sistemas agroflorestais, são as atividades principais desenvolvidas pela parceria entre iNovaland e Suzano. Isso vem abrindo caminhos e criando pontes, através da troca de conhecimento e repasse de tecnologia para um desenvolvimento regional da comunidade rural. Acreditamos que, para garantir o sucesso da formação de um corredor ecológico, é fundamental que ocorra uma integração regional com a formação de parcerias entre comunidades indígenas, assentamentos de agricultura familiar, proprietários rurais, empresas, academia e órgãos públicos”, afirma Márcio Braga, diretor geral da iNovaland Brasil.

Esse caráter coletivo é o que sustenta o avanço em escala de paisagem e dá consistência ao projeto. “Para alcançar essa meta até 2030, precisamos unir diferentes atores em torno do mesmo propósito. Precisamos olhar para além das nossas áreas, envolver comunidades, produtores rurais e parceiros para criar corredores que beneficiem ambientalmente e socialmente todo entorno”, afirma Giordano Automare, gerente executivo de Sustentabilidade da Suzano. “Esse esforço exige diálogo e confiança, mas garante ecossistemas mais saudáveis e paisagens mais resilientes. Cada trecho do corredor implementado entrega valor para além da Suzano, fortalecendo todos que dependem desses espaços”, ressalta o executivo.

A implantação dos corredores ecológicos integra a Estratégia de Natureza lançada pela Suzano em 2025, construída em parceria com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) e guiada pela metodologia STAR, que identifica ameaças prioritárias para redução do risco de extinção das espécies ameaçadas. O monitoramento realizado nos territórios dos corredores já registrou 97 espécies em risco de extinção, das quais 19 foram escolhidas como foco de atuação, entre elas Balança-rabo-canela, Macaco-cara-branca e Tatu-canastra. Esses registros indicam o potencial dos corredores para ampliar a conectividade e favorecer a sobrevivência da fauna, alinhando a iniciativa às metas globais de biodiversidade.

As informações detalhadas sobre o avanço dos corredores ecológicos, a estratégia de natureza e os demais compromissos socioambientais da companhia estão disponíveis no Relatório de Sustentabilidade 2025. Para saber mais, acesse: https://www.suzano.com.br/relatorios-de-sustentabilidade/relatorio-suzano-2025

SOBRE A SUZANO

A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina e líder no segmento de papel higiênico no Brasil. A companhia adota as melhores práticas de inovação e sustentabilidade para desenvolver produtos e soluções a partir de matéria-prima renovável. Os produtos da Suzano estão presentes na vida de mais de 2 bilhões de pessoas, cerca de 25% da população mundial, e incluem celulose; itens para higiene pessoal como papel higiênico e guardanapos; papéis para embalagens, copos e canudos; papéis para imprimir e escrever, entre outros produtos desenvolvidos para atender à crescente necessidade do planeta por itens mais sustentáveis. Entre suas marcas no Brasil estão Neve®, Pólen®, Suzano Report®, Mimmo®, entre outras. Com sede no Brasil e operações na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia, a empresa tem mais de 100 anos de história e ações negociadas nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais em: suzano.com.br

Texto: Fabiana Cabral/Foto: Divulgação