O Conselho de Diretores do Banco Mundial aprovou em Washington (EUA), um novo projeto na Amazônia Legal do Brasil para apoiar a geração de empregos, expandir a produção de energia renovável e reduzir os custos de energia em uma das regiões ecologicamente mais significativas do mundo. O projeto contribuirá para a criação de empregos de qualidade, ampliará o acesso à eletricidade confiável para mais de um milhão de moradores atualmente sem serviços básicos de energia, e apoiará a Amazônia na atração de investimentos e na consolidação de sua participação na crescente economia global de energia limpa.
A Amazônia Legal abrange nove estados e quase 60% do território brasileiro. Apesar de sua extensão e riqueza natural, a região historicamente ficou para trás. Com a Organização Internacional do Trabalho projetando 15 milhões de novos empregos em energia limpa na América Latina até 2030, este projeto posiciona a Amazônia Legal para reivindicar sua parcela nessa oportunidade.
O investimento total é de US$ 627,75 milhões, composto por um empréstimo de US$ 100 milhões do Banco Mundial, US$ 400 milhões em contrapartida do governo brasileiro, US$ 125 milhões em financiamento comercial e uma doação de US$ 2,75 milhões do Programa de Assistência à Gestão do Setor de Energia (ESMAP) para assistência técnica. A operação será implementada por meio do Banco da Amazônia (BASA), que canalizará os recursos a desenvolvedores privados e concessionárias de energia que trabalham para transformar a matriz energética da região.
Espera-se que o projeto amplie a geração de energia renovável em toda a Amazônia Legal e gere economias expressivas ao longo de sua vida útil por meio da redução do consumo de diesel. O projeto também apoiará o fornecimento de eletricidade aos mais de um milhão de moradores da região que atualmente não têm acesso básico à energia elétrica.
Destaques do projeto
Os principais eixos de atuação incluem:
Investimentos em energia renovável, melhoria da rede elétrica e eficiência energética: Uma linha de crédito dedicada permitirá que desenvolvedores do setor privado, produtores independentes de energia, concessionárias e empresas comerciais e industriais financiem instalações de energia renovável, melhorias críticas na rede elétrica e medidas de eficiência energética. Esses investimentos viabilizarão a criação de empregos verdes de qualidade na região, substituirão sistemas de geração a diesel, reduzirão o ônus tarifário compartilhado por todos os consumidores brasileiros e melhorarão a resiliência da infraestrutura energética diante de choques climáticos, como secas.
Assistência técnica e fortalecimento de capacidades: Apoiado por uma doação do ESMAP, este componente avaliará a viabilidade de produtos financeiros adicionais para a transição energética, fortalecerá as capacidades institucionais e operacionais do BASA e implementará um programa de gênero e inclusão para garantir que os benefícios da transição energética, incluindo oportunidades de emprego, sejam amplamente compartilhados, inclusive entre mulheres e comunidades marginalizadas.
“A Amazônia Legal possui imenso potencial para a transição energética, onde sistemas isolados atualmente dependentes de diesel podem cada vez mais adotar fontes renováveis e sustentáveis, reduzindo os custos de eletricidade para os consumidores em todo o país”, destacou Cécile Fruman, diretora do Banco Mundial para o Brasil. “Ao canalizar o financiamento por meio do BASA para atrair investimentos privados, este projeto contribuirá para transformar os sistemas de energia da Amazônia, reduzindo custos, ampliando o acesso e fortalecendo a resiliência, ao mesmo tempo em que contribui para o futuro de energia limpa do Brasil.”
Fonte: Comunicação Banco Mundial
