Paysandu vence primeira partida da final do Re-Pa 782 por 2 a 1 no Mangueirão

O Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença – Mangueirão foi palco de mais um capítulo histórico do clássico Re-Pa. No domingo (1º), o Paysandu Sport Club derrotou o Clube do Remo por 2 a 1 na primeira partida da final do Campeonato Paraense de 2026. A partida, que teve início às 17h, marcou um momento histórico para os 22.769 mil torcedores de ambos os times, com destaque para a campanha de enfrentamento à violência contra a mulher promovida pelo ovgerno do Pará, por meio da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup).

Nas arquibancadas, as torcidas do Remo e do Paysandu fizeram uma linda festa, com mosaicos, bandeiras e cantos, incentivando os jogadores e mostrando a paixão pelo clássico mais tradicional do futebol paraense.

 

A tecnologia em ação: biometria facial no Re-Pa

Enquanto os bicolores comemoravam a vitória, os torcedores azulinos do Clube do Remo marcaram presença com 93% de todos os acessos via biometria facial. O sistema híbrido de biometria e QR Code permitiu uma entrada rápida e segura, reforçando a adesão à tecnologia e a modernização do estádio. A tecnologia foi implementada pelo governo do Estado do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), garantindo agilidade e segurança na entrada.

O Paysandu manteve o acesso de seus torcedores exclusivamente via QR Code, modelo tradicional de entrada.

O secretário da Seel, Cássio Andrade, destacou a importância da tecnologia no estádio. “A adesão da torcida à biometria facial mostra que a tecnologia cumpre seu papel: agiliza a entrada, aumenta a segurança e fortalece a organização dos grandes eventos esportivos no Pará”, enfatizou.

Ele também comentou sobre a campanha social ao combate à violência contra a mulher. “O futebol é um espaço de grande visibilidade, e é fundamental que possamos utilizá-lo para conscientizar a população. A campanha contra a violência à mulher que exibimos hoje no Mangueirão reforça a importância do respeito e da proteção de todas, e mostra que esporte e cidadania caminham juntos”, ressaltou.

O clássico também foi marcado por ações de conscientização promovidas pela Segup, com foco em feminicídio, violência doméstica e sexual contra mulheres e meninas. Campanhas educativas foram exibidas nos telões do Mangueirão, reforçando a importância do respeito e da proteção às mulheres.

O casal de torcedores azulinos – formado pelos advogados Felipe Ferreira e Fernanda Miranda – destacou a importância da campanha. “Ver a mensagem contra a violência nos telões nos faz sentir parte de uma torcida consciente. Futebol e cidadania podem caminhar lado a lado”, disse Fernanda Miranda.

Felipe Ferreira acrescentou. “A gente precisa da consciência e da mudança de cultura do povo, porque a mulher não é posse ou pertence de ninguém. Essa campanha é importante para rever isso. Parabéns ao Governo do Estado”, frisou.

A torcedora do Paysandu, Giovana Oliveira, também elogiou a iniciativa. “É fundamental que o esporte não seja só diversão, mas também espaço de educação e respeito. Hoje vimos a torcida unida contra a violência”, resumiu.

O tenente-coronel PM Afonso Geomárcio, responsável pela segurança no estádio, reforçou: “Mais de 1.600 agentes atuaram na operação, garantindo que os torcedores pudessem aproveitar o clássico com tranquilidade e segurança.”

SEGUNDO JOGO

Com a vitória por 2 a 1, o Paysandu leva vantagem para o segundo jogo da final, que será realizado no dia 8 de março, às 17h, no Mangueirão. Nesse duelo, será conhecido o campeão estadual de 2026.

O Re-Pa 782 entra para a história não apenas pelo resultado em campo, mas também pela festa das torcidas, a tecnologia aplicada nos acessos e a conscientização social, consolidando o Mangueirão como referência em modernização, segurança e cidadania no futebol paraense.

Da Agência Pará