Como falamos antes, a expectativa para a quarta-feira estava alta. Tivemos o lançamento da nova linha de smartphones da Samsung e os resultados financeiros da NVIDIA.
A linha de smartphones foi apresentada como “a geração Galaxy com a experiência de inteligência artificial mais intuitiva” já desenvolvida pela empresa.
A linha é composta pelos modelos Galaxy S26, S26+ e S26 Ultra. De acordo com a companhia sul-coreana, os dispositivos foram projetados com foco em desempenho contínuo ao longo do dia.
A Samsung afirma que a nova geração reduz a distância entre intenção e ação.
- O recurso Now Nudge oferece sugestões contextuais, como recomendar fotos recentes quando alguém solicita imagens de uma viagem ou identificar conflitos de agenda ao receber mensagens sobre reuniões.
- O Now Brief tornou-se mais proativo e personalizado, exibindo lembretes sobre reservas e atualizações de viagens com base no contexto do usuário. Já o “Circular para Pesquisar com o Google” foi aprimorado com reconhecimento multiobjeto, permitindo identificar diversos itens em uma mesma imagem em uma única busca.
- A série traz ainda a Bixby aprimorada, com navegação e ajustes por linguagem natural. Além dela, integra assistentes, como Gemini e Perplexity, possibilitando concluir tarefas com comando de voz ou toque único. Segundo a empresa, o dispositivo pode executar ações complexas em segundo plano — como reservar um táxi com o Gemini — simplificando o processo para o usuário.
- Preços mais altos
- Aqui na newsletter Primeiro Olhar, já falamos que a expectativa para 2026 e até 2027 é de smartphones mais salgados.
- Vamos relembrar:
- No final de janeiro, quando a empresa divulgou seu balanço financeiro, alertou para um agravamento da escassez de chips neste ano – crise esta provocada pelo boom das IAs.
- Para quem não sabe, a gigante sul-coreana também é uma grande produtora de chips de memória.
- Assim, a posição da Samsung é muito interessante nesse momento: a forte demanda por memória beneficia um lado, mas cria dificuldades para suas outras unidades – como smartphones.
- Em números: no mais recente balanço trimestral, o lucro operacional da divisão de semicondutores da Samsung disparou 470%, representando mais de 80% do lucro total. Em contrapartida, o lucro com dispositivos móveis caiu 10%.
- Um esforço global de big techs como Meta, Google e Microsoft para construir infraestrutura de IA concentra grande parte da oferta de memória do mercado, elevando os preços. Os fabricantes de chips acabam priorizando por componentes de data center com margens de lucro mais elevadas, deixando em segundo plano dispositivos para o consumidor.
Do Olhar Digital
