A China pediu nesta segunda-feira (23) que os Estados Unidos cancelem as tarifas unilaterais anunciadas pelo presidente Donald Trump, após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar grande parte das medidas, segundo reportagem da AFP.
Na última sexta-feira, a Corte decidiu que Trump não tem autoridade para impor tarifas com base em uma lei de 1977, utilizada por ele para aplicar sobretaxas repentinas a países específicos, o que provocou forte impacto no comércio global.
No mesmo dia, Trump anunciou uma nova tarifa global de 10% sobre importações, com base em outro fundamento legal. No sábado, elevou a alíquota para 15%. O anúncio foi feito em uma postagem em sua rede social, Truth Social. Segundo Trump, a decisão, com “efeito imediato vai elevar a tarifa mundial de 10% sobre países, muitos dos quais vêm explorando os EUA há décadas sem retaliação (até a minha chegada!), para o nível totalmente permitido e legalmente testado de 15%”.
O Ministério do Comércio da China afirmou que está conduzindo uma avaliação abrangente sobre o impacto da decisão e instou Washington a suspender as tarifas.
As novas tarifas globais de 15% devem entrar em vigor na terça-feira e devem permanecer válidas por 150 dias, com isenções para alguns produtos.
O Ministério das Relações Exteriores da China também declarou estar acompanhando “de perto” possíveis iniciativas dos EUA para manter o aumento das tarifas.
“Os Estados Unidos estão atualmente planejando medidas alternativas, como investigações comerciais, para sustentar tarifas mais altas sobre parceiros comerciais. A China continuará atenta e defenderá resolutamente seus interesses”, afirmou.
A decisão da Suprema Corte representou uma forte repreensão a Trump por parte de um órgão judicial que, desde seu retorno ao poder, vinha majoritariamente decidindo a seu favor.
O veredicto marcou um revés político relevante ao invalidar a principal política econômica do presidente, que vinha causando turbulência na ordem comercial global.
Diversos países informaram que estão analisando tanto a decisão da Suprema Corte quanto os anúncios subsequentes de tarifas feitos por Trump.
O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, declarou à imprensa norte-americana no domingo que os acordos comerciais do país com a China, a União Europeia e outros parceiros continuarão em vigor, apesar da decisão judicial.
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