Depois de alguns dias de folia, o Ibovespa (IBOV) voltou do Carnaval ainda sem ritmo

O principal índice da bolsa brasileira fechou a Quarta-Feira de Cinzas (18) em queda de -0,24%, aos 186.016 mil pontos. Com isso, são três sessões consecutivas no vermelho. O maior peso veio da Vale (VALE3), que afundou -3,57%, acompanhando os preços do minério de ferro e dados fracos da atividade industrial da China.

No cenário doméstico, o mercado ainda repercutiu o Boletim Focus, que trouxe mais um corte da expectativa de inflação de 2026 e pressionou as taxas do Tesouro Direto.

Lá fora, o compasso foi diferente. Em Wall Street, os principais índices fecharam em alta, embora tenham perdido força ao longo do dia.

O que pesou foi a divulgação da ata do Fed (Federal Reserve), que mostrou um banco central dividido, com interrupção nos cortes de juros por ora, mas deixando aberta a possibilidade de retomada mais adiante.

Com isso, o dólar avançou +0,21% frente ao real e fechou cotado a R$ 5,24.

Já o Bitcoin (BTC) ampliou as perdas, caindo -1,53%, aos US$ 66.333.

(VARIAÇÃO DIÁRIA | COTAÇÕES DE QUARTA-FEIRA, 18/02 (PÓS FECHAMENTO)

BOLSAS E ÍNDICES

Ibovespa: -0,24% | 186.016 pontos

IFIX: -0,01% | 3.852 pontos

S&P 500: +0,56% | 6.881 pontos

COMMODITIES

Petr. Brent: +4,35% | US$ 70,35

Minério: -0,21% | US$ 95,95

Ouro: +2,11% | US$ 5.009

MOEDAS

Dólar: +0,21% | R$ 5,24 Euro: -0,45% | R$ 6,17

BTC: -1,53% | US$ 66.333

MAIORES ALTAS E BAIXAS

Altas

Raízen (RAIZ4): +6,35% | R$ 0,67

PetroRecôncavo (RECV3): +3,59% | R$ 11,24

Cosan (CSAN3): +2,94% | R$ 6,30

Cyrela (CYRE3): +2,87% | R$ 31,52

Brava (BRAV3): +2,54% | R$ 18,14

Baixas

GPA (PCAR3): -4,55% | R$ 3,36

Vale (VALE3): -3,57% | R$ 83,92

IRB (IRBR3): -3,03% | R$ 57,52

Hapvida (HAPV3): -2,69% | R$ 10,12

Assaí (ASAI3): -2,63% | R$ 9,64

A última cartada de Warren Buffett

Sai Amazon, entra NYT. Aos 95 anos, Warren Buffett se despediu do cargo de CEO da Berkshire Hathaway (BERK34) mexendo no tabuleiro.

O conglomerado reduziu em mais de -75% sua posição na Amazon (AMZO34) e passou a apostar no The New York Times, com a compra de 5,1 milhões de ações, avaliadas em cerca de US$ 351 milhões no final de 2025.

A Berkshire também seguiu diminuindo participações em Apple (AAPL34) e Bank of America (BOAC34), enquanto aumentou a exposição a Chevron (CHVX34) e Chubb (C1BL34).

A leitura é de que Buffett quer menos concentração em tecnologia e mais foco em energia, seguros e negócios tradicionais geradores de caixa. Ou seja, um portfólio mais alinhado ao seu velho mantra de negócios previsíveis e bem posicionados.

Agora, se este é um adeus definitivo às big techs ou apenas um ajuste tático da Berkshire, só o tempo dirá.

Banco do Brasil (BBAS3) entregou um lucro de R$ 5,7 bilhões no quarto trimestre de 2025, número 27% acima do esperado pelo mercado e 51% superior ao do trimestre anterior.

A instituição também cumpriu os guidances ajustados, mostrou avanço na margem financeira e aprovou R$ 1,2 bilhão em JCP, sinalizando uma recuperação relevante após meses de pressão. Contudo, o mercado mantém a cautela, por entender que a recuperação do banco será lenta.

De fato, o BB espera lucrar mais neste ano, mas em um nível ainda abaixo do de 2024. Por isso, não vê espaço para elevar o seu payout por enquanto. Veja aqui o guidance para 2026.

NO VERMELHO

Por outro lado, a Vale (VALE3) teve um prejuízo de US$ 3,8 bilhões no 4T25, impactada por despesas com Brumadinho, ajustes contábeis e efeito fiscal.

Apesar da última linha negativa, a mineradora reduziu a dívida, manteve a alavancagem confortável e mostrou resiliência na operação. A receita subiu +9% no ano contra ano, o Ebitda avançou +17% e a produção de minério cresceu +6%. O destaque ficou para os metais básicos, com cobre entregando alta de +20% no preço realizado.

AGENDA DE RESULTADOS

A temporada de balanços do 4T25 teve uma pausa no Carnaval, mas volta com tudo na próxima semana, com dados de empresas como Gerdau (GGBR4)Weg (WEGE3) e B3 (B3SA3)Veja aqui a agenda de balanços do 4T25.

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