NEM A CHUVA IMPEDIU A MULTIDÃO DE CURTIR A ÚLTIMA NOITE DO CIRCUITO VER-O-RIO NUM CARNABELÉM QUE FEZ HISTÓRIA. OS 4 DIAS DE FOLIA CELEBRARAM A DIVERSIDADE DE RITMOS AMAZÔNICOS
O CarnaBelém 2026 chegou ao quarto e último dia do Circuito Ver-o-Rio, na terça-feira (17), consolidado como um marco para a capital paraense. À beira da Baía do Guajará, o evento reuniu milhares de foliões desde o último sábado (14), celebrando a pluralidade de ritmos amazônicos e nacionais em uma programação gratuita promovida pela Prefeitura de Belém.
Na terça-feira (17), nem mesmo a chuva foi capaz de esfriar os ânimos. Pelo contrário: em meio aos pingos que caíram sobre a orla, os foliões mostraram que estavam dispostos a aproveitar cada momento. Debaixo d’água, com capas improvisadas e sorrisos largos, a galera continuou dançando, cantando e celebrando no Ver-o-Rio, transformando a chuva em mais um ingrediente da festa. O chão molhado não impediu ninguém de arrastar o pé — foi Carnaval com emoção redobrada e energia contagiante.
A noite de despedida começou cedo e contou com uma programação intensa e diversificada. A partir das 15h, o público curtiu o som do DJ Victor Top, seguido, às 16h, pelo grupo Carimbó Volta ao Mundo, que levou ao palco a força da tradição amazônica. Às 17h, os DJ’s Meta/Esquema assumiram o comando, retornando também às 19h e 21h, garantindo a conexão musical entre as atrações.
Às 18h, a Banda Fruta Quente animou os foliões com um repertório contagiante e nostálgico. Em seguida, às 20h, a cantora Nazaré Pereira emocionou o público com músicas que celebram o carimbó, o boi-bumbá, o xote, o baião e a ciranda, reforçando as raízes culturais da região. Emocionada por encerrar a programação do circuito, a artista destacou a importância do momento.
“Meu estilo abrange principalmente o carimbó, boi-bumbá, xote, baião e ciranda, celebrando raízes amazônicas e folclóricas. Estar aqui, encerrando essa programação tão linda do CarnaBelém, é uma honra imensa. É como abraçar minha terra e sentir o coração do povo bater junto com o meu. A gente fecha com chave de ouro, com alegria e com a força da nossa cultura.”, pontuou Nazaré Pereira.
Às 22h, foi a vez da Gang do Eletro sacudir a orla da Baía do Guajará com o tecnomelody paraense, elevando a energia da festa mesmo sob chuva. A vocalista Keila Gentil falou sobre a emoção de participar do encerramento.
“A gente traz o tecnomelody paraense com muita energia e orgulho da nossa cultura. Encerrar o CarnaBelém é uma responsabilidade linda. Dá um frio na barriga, mas também uma felicidade gigante de ver o nosso som ecoando na Baía do Guajará. A gente vai fazer todo mundo dançar e sair daqui com essa festa guardada no coração”, destacou Keila.
Sob chuva fina e aplausos calorosos, o público respondeu à altura, mantendo a vibração lá em cima até o último acorde.
Para fechar com chave de ouro, às 23h, a Aparelhagem Rabeta Sound tomou conta do circuito, mantendo a tradição das grandes festas populares e encerrando o evento em clima de celebração e resistência. Entre uma música e outra, o público vibrava, pulava nas poças d’água e mostrava que, em Belém, a alegria é maior do que qualquer previsão do tempo.
QUATRO DIAS DE CELEBRAÇÃO
Desde a abertura, no sábado (14), o CarnaBelém mostrou sua proposta plural. Passaram pelo palco nomes como Fé no Batuque & Arthur Espíndola, Layse e os Sinceros, Mariza Black, DJ Celine e DJs da Black Soul Samba. Ao longo do fim de semana e início da semana, o público também vibrou com Zaynara, Félix Robatto, FBC, o projeto Lambadas Internacionais com Lambada Social Club & Ver-o-Brass, além de Valesca Popozuda e a sempre animada Rabeta Sound.
A diversidade musical foi apontada como um dos grandes diferenciais do evento. Heli Carvalho, 31 anos, morador de Icoaraci, acompanhou a festa desde o primeiro dia. “É incrível ver nossa cultura sendo celebrada assim, com tanto ritmo e diversidade. Nem a chuva afastou o público. O Gang do Eletro fechou com chave de ouro — energia lá em cima!”
Rayssa Leite, 18 anos, moradora da Sacramenta, destacou a pluralidade musical no CarnaBelém. “A mistura de ritmos daqui é sensacional. Tem música para todo mundo dançar. Quando começou a chover, achei que o pessoal ia embora, mas foi o contrário: todo mundo ficou e curtiu ainda mais.”
Já o casal Victor Fortunato, 26 anos, e Beatriz Doria, 28 anos, moradores do bairro do Marco, que estiveram no circuito pela primeira vez, elogiou a organização. “É lindo ver tanta gente reunida, festa gratuita e segura. Mesmo com a chuva, foi tudo muito organizado. A Gang do Eletro agitou demais no final!”

UM CARNAVAL QUE VIROU REFERÊNCIA
O CarnaBelém – Circuito Ver-o-Rio Psica da Velha Chica integra uma programação mais ampla, que também contemplou o Circuito Pedreira, na Aldeia Amazônica, e atividades nos distritos de Mosqueiro, Outeiro e Icoaraci. Em todos os espaços, a proposta foi ocupar áreas públicas, fortalecer artistas locais, impulsionar a economia criativa e resgatar a tradição do carnaval de rua.
Ao final da noite, sob o céu ainda carregado, o semblante dos foliões misturava alegria, roupas molhadas e saudade antecipada após dias intensos de música, dança e celebração — uma edição que já entra para a história do carnaval belenense como aquela em que até a chuva entrou na dança.
CARNAVAL CONTINUA NOS DISTRITOS
A programação do CarnaBelém 2026 segue nesta quarta-feira (18) nos distritos de Mosqueiro, Outeiro e Icoaraci.
Durante todos os dias de folia, a Prefeitura de Belém assegurou serviços essenciais, como reforço na segurança, apoio da Guarda Municipal, organização do trânsito, atendimento de saúde com equipes de plantão, limpeza urbana intensificada, instalação de banheiros químicos e e equipes de saúde, com ambulâncias de prontidão, realizando ações de orientação e prevenção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), garantindo um Carnaval gratuito, organizado e seguro para todos.
Da Agência Belém

