Ricardo Lewandowski, que atravessou Brasília como guardião da Constituição e ministro da Justiça do pai Lula, agora aparece como comprador de uma mansão de R$ 9,4 milhões justamente de Alan de Souza Yang, investigado pela PF por negócios ligados ao PCC, um encontro imobiliário que parece roteiro de humor negro.
O homem que simbolizou o discurso da “legalidade democrática” faz negócio milionário com personagem do submundo financeiro, como se pedigree judicial fosse detergente capaz de lavar qualquer origem suspeita.
A elite do poder prega combate ao crime organizado em solenidades, mas assina escritura com quem está no radar da Operação Carbono Oculto sem corar um músculo.
No Brasil oficial, moral pública é figurino descartável, e a fronteira entre toga, política e dinheiro esquisito fica cada vez mais parecida com porta giratória de banco em dia de apagão ético.
Do Diário 360/Foto: Agência Brasil
