O governo de Donald Trump proibirá que a ajuda externa dos Estados Unidos seja usada para financiar o aborto e iniciativas de diversidade e equidade. A informação foi revelada, na quinta-feira (22), por um funcionário do Departamento de Estado.
O governo publicará, na sexta-feira (23), três novas regulamentações que ampliam a chamada Política da Cidade do México para cortar o acesso a mais de 30 bilhões de dólares (R$ 158, 58 bilhões) em assistência global.
Essa política agora se aplicará não apenas a organizações sem fins lucrativos estrangeiras, mas também a organizações internacionais e ONGs americanas que operam fora do país.
A norma, implementada desde 1984 durante o mandato do então presidente republicano Ronald Reagan, impede que ONGs estrangeiras recebam certas formas de financiamento americano se prestarem serviços relacionados ao aborto ou defenderem os direitos reprodutivos no exterior.
A Política da Cidade do México costuma ser revogada quando um democrata assume a presidência e restabelecida por meio de ordens executivas quando um republicano vence as eleições, embora tradicionalmente tenha se limitado a restringir apenas os recursos destinados à assistência para planejamento familiar, ou seja, serviços que permitem às pessoas escolher se querem ter filhos.
No entanto, Trump ampliou-a para que se aplicasse a todos os recursos de assistência à saúde global durante seu primeiro mandato.
Ao retornar à Casa Branca em janeiro de 2025, Trump a restabeleceu como parte de sua campanha contra as políticas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) e a chamada cultura woke.
Em novembro do ano passado, o governo republicano ordenou às embaixadas dos Estados Unidos que “tomassem nota” dos países cujas autoridades promovem ou financiam o aborto, a eutanásia, a mudança de sexo em menores ou políticas de diversidade, entre outras questões.
Do Pleno.News com informações da Agência EFE
